quinta-feira, 30 de julho de 2015

O curioso caso de um casal negro que se ofendeu por ser descrito como um casal negro


A revista Marie Claire noticiou a polêmica envolvendo uma garçonete e um casal de clientes de um restaurante de St. Louis, nos Estados Unidos, que ficaram ofendidos pela atendente ter se referido a eles como "casal de negros" na nota de serviço.

Entre outras coisas a cliente se disse chocada, ofendida, traumatizada, arrasada e diminuída porque, em pleno ano de 2015, esse tipo de coisa ainda acontece.

Precisei reler umas duas vezes a história para entender qual era o grande absurdo que "ainda acontece em 2015". Seria a existência de negros? Que estes frequentem restaurantes? Que sejam servidos por garçonetes brancas (suponho que a moça fosse da cor "errada" para ter causado tanta confusão)?

Não, o absurdo foi um casal de negros ser descrito como, pasme, um casal de negros.
O recibo que oprimiu tanto a cliente não trazia escrito algo como "casal de crioulos" ou "casal de negros indesejáveis", mas "casal de negros", já que a garçonete disse ter dificuldades para decorar os números das mesas e por isso descreveu os clientes.

Se fossem asiáticos seriam asiáticos, se estivessem fantasiados de índios seria um casal fantasiado de índio, se usassem estrelas do PT os clientes teriam que esconder as jóias e carteiras, mas era um casal de negros e assim foram descritos.

Pois a garçonete foi sumariamente demitida pelo dono do restaurante que declarou estar "muito triste com essa situação toda", "sem palavras" e "sem nem consiguir mais dormir direito".

No seu lugar eu diria:

- Olha, tenho uma notícia para contar pra vocês, estão preparados? Então lá vai: vocês são negros. Mas se acham a cor da sua pele uma ofensa, então desculpem a minha funcionária por usar corretamente o próprio idioma e chamar negro de negro e não de verde.

Ainda poderia dizer muito mais sobre isso, mas não seria nada muito diferente do que já disse tantas outras vezes: que o coitadismo, a indústria do ofendido e o politicamente correto estão transformando as pessoas em tarados sociais, em histéricos suscetíveis.

É tudo tão chato e repetitivo que nem dá vontade de contestar, porque você acaba falando as mesmas coisas óbvias e usando os mesmos argumentos que qualquer pessoa com um cérebro não dilapidado pelo progressismo farofeiro compreende, mas aí, se você os deixa falando sozinhos, eles vencem e mais dia, menos dia, ainda será ofensivo até dar bom dia ou deixar de dar.

terça-feira, 28 de julho de 2015

As universidades não formam mais acadêmicos, mas ativistas


Um excelente artigo publicado no site Spotniks diz que as universidades não estão mais formando acadêmicos, mas ativistas. O texto menciona os livros que são recomendados para leitura extraclasse de universitários americanos, que cada vez mais substituem os clássicos por livros de "escolha" dos acadêmicos, em temas como ativismo social, racismo, imigração, entre outros.

E se é assim nos Estados Unidos, imagine no Brasil, onde, dependendo do curso frequentado, as matérias são basicamente "marxismo I, II, II", "marxismo aplicado à questão do campo", "marxismo das cidades", "marxismo de gênero", "comunismo jedi" e por aí vai?

Talvez mais grave do que o conteúdo, é essa ilusão de que tais temas são "escolha" dos alunos. Será mesmo que isso é uma "escolha"? Porque tal coisa pressupõe analisar alguns lados, ponderar e aí sim escolher o que mais interessa. Como alguém pode realmente "escolher" algo no atual ambiente universitário?

Como disse William F. Buckley Jr., citado recentemente pelo grande Alexandre Borges, "esquerdistas alegam querer conhecer visões diferentes, mas depois ficam chocados e ofendidos quando descobrem que existem visões diferentes". É justamente isso que acontece nas universidades brasileiras, onde o que menos existe é respeito por visões diferentes de mundo.

Qualquer afirmação ou mesmo pergunta que questione os preceitos da esquerda é tratada com espanto, como coisa de gente ignorante que precisa estudar mais.

O indivíduo chega e metodicamente é enquadrado na cartilha do pensamento único. Sei disso porque presenciei essas metamorfoses algumas vezes. O aluno entra cheio de idéias indesejáveis, falando de livre mercado, defendendo algum tipo de conservadorismo social ou não tratando privatizações como se fosse um palavrão, por exemplo, e pouco a pouco é "liberado de suas reproduções de ideologia burguesa".

Eles começam sendo ignorados, depois são chamados para uma "conversa" pelos alunos veteranos, em seguida sofrem deboches e desqualificações e finalmente são agredidos verbal e até fisicamente, sendo mal vistos. Geralmente o sujeito entra na linha na primeira ou na segunda etapa, muito porque vê o que acontece com aqueles que teimam e sofrem a terceira e a quarta.

Assim gente que passa para uma universidade interessado em estudar Mises, aprender sobre Thatcher ou ostentando alguma posição contrária às militâncias gay, racialista, feminista, etc., em breve estará defendendo cotas, colocando fotos de arco-íris nas redes sociais ou falando em "opressores e oprimidos". O que diferencia é o grau, uns mais timidamente, outros deixando logo crescer os cabelos no sovaco ou a barba mal lavada, ocupando reitorias e berrando contra o sistema.

Claro que tal fato poderia se dar devido à um convencimento natural de uma ética superior, ainda mais porque universidades supostamente fazem a pessoa evoluir intelectualmente, rever conceitos, enxergar de forma diferente o mundo à sua volta.

Mas o que levanta justas suspeitas de que nada disso ocorre, mas mera doutrinação ideológica é um fato simples: todas, literalmente todas as mudanças ocorrem numa única direção: à esquerda.

Você não vê um babaquara do PSOL juvenil entrar numa federal e sair dali acreditando nos benefícios da meritocracia, mas é comum um sujeito criado brincando no play do condomínio virar um Che Guevara de tênis da Vans no máximo até o quarto período da faculdade. 

E quase todos saem dali não acadêmicos, mas ativistas, que vão formar novos ativistas e assim alimentar a linha de montagem de repetidores de discurso que é a esquerda.

Link do artigo: http://spotniks.com/universidades-estao-formando-ativistas-e-nao-academicos-alertam-especialistas/

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O PT só é perseguido pela lei e pela justiça


Antes de mais nada me permita confessar uma coisa: pela primeira vez em muito tempo eu concordo com os petistas, realmente se o Aécio tivesse sido eleito seria muito pior. E seria pior porque esta corja que hoje se agarra como pode aos seus cargos e verbas estaria aos berros na oposição, ao invés de estar sendo desmascarada perante todo o país pela crise que construiu com esmero e pela operação lava-jato, que expõe toda a podridão das catacumbas do petismo.

Até o líder da seita, antes considerado um "Pelé das urnas", anda desmoralizado, só falando em ambientes controlados e para plateias amestradas. Já notaram como os petistas agora já se dividem em seus gritos de guerra entre "Lula 2018" e "Lula não será preso, se for incendiamos o país"? Pois é, mais uns meses e só a ala carcerária permanecerá.

A situação é tão crítica que mesmo enviando mensagens por moleques de recado da imprensa, o PT não conseguiu que seus "patos" do PSDB caíssem em mais uma esparrela de "união nacional". Tirando Geraldo Alckmin, que tem pretensões presidenciais e precisa queimar Aécio Neves, nem o ex-presidente Fernando Henrique se mostrou mais disposto a dialogar com petistas, como se algum dia petistas tivessem dialogado com alguém que não seu próprio rebanho.

Com 70%, 80%, 90%, 110% de aprovação dos seus governos embusteiros, o PT tratava a oposição e o seu eleitorado como párias que mereciam ser confinados num gueto. Eram então os "pessimistas", os "coxinhas", a "elite raivosa", a "minoria que cabia numa Kombi e devia mudar pra Miami". O diálogo do PT sempre foi um: passar com o trator em cima de quem não se curva ao partido.

Agora com 7% de aprovação, com seus líderes impedidos de sair às ruas sob risco de vaias e insultos, querem "conversar". Mas conversar com quem? Com quem vai tirar a comida da mesa do trabalhador? Com quem tem raiva de pobre? Com quem deseja entregar o país para os estrangeiros? Com quem é vira-lata? Não, podem latir sozinhos, aqui não tem conversa.

A única conversa que o Brasil que presta deve ter com o PT se resume a ouvir a confissão de seus criminosos, receber de volta o dinheiro roubado e desejar boa sorte nesse terreno desconhecido aos militantes do partido, que se chama mercado de trabalho. Pagar impostos e colaborar ao invés de sugar o país para variar será um bom começo.

Por fim, Lula disse que sua seita está sendo mais perseguida do que os judeus pelos nazistas. 

Só que os petistas não estão sendo enviados em vagões como gado para campos de extermínio, não estão sendo mortos de fome deliberadamente, não estão sendo desumanizados e dizimados simplesmente por ser quem são. A comparação é ofensiva até mesmo quando feita por um boquirroto mal educado e grosseiro.

Como se os judeus tivessem sido eleitos para o governo da Alemanha contando mentiras e difamando adversários, tivessem aparelhado o Estado e assaltado seus cofres e nutrissem planos de hegemonia total, enquanto os nazistas trabalhavam para sustentar a farra.

Não, Lula, o PT não é perseguido por nada além da lei e da justiça. Andasse de acordo com ambas e não haveria "perseguição" alguma. Agora acertem as contas com o país e paguem o que devem.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"

(Clique na imagem para ampliá-la)


O PT, que mentiu, caluniou e difamou o quanto pode o PSDB durante a eleição de 2014 agora quer "diálogo". 

Colunistas chapa-branca, artistas viciados em Lei Rouanet, pelegos que "representam" trabalhadores sem nunca ter trabalhado um dia sequer nos últimos 30 anos, estudantes profissionais e toda a trupe de circo mambembe de beira de estrada que orbita em torno do PT agora resolveu se escandalizar com a "polarização" da política brasileira, com a "exacerbação" dos ânimos, com a "radicalização" do debate.

Logo a turma do "nós e eles", do "pau nos coxinhas", do "chupa elite" quer fingir que sempre teve modos dignos da Câmara dos Lordes inglesa e não do chão de botequim que sempre foi o nível do debate que travaram.

Lula, Dilma e o PT não querem "diálogo" com a oposição, querem é arrego. Querem tempo para levantar a cara da lama e poder continuar enganando os outros por mais alguns anos.

Enquanto tinham 70%, 80%, 90%, 110% de aprovação a retórica era sempre a do "muda pra Miami" ou "aceita que dói menos", agora patinando nos 7% querem "conversar"?

Qualquer político da oposição que tenha um pingo de vergonha na cara só terá um tipo de conversa com o PT: qual a forma que eles preferem desinfetar do Palácio do Planalto, se por bem - renúncia - ou por mal - impeachment. Se preferem se entregar à justiça e contar tudo ou se vão ser desmascarados pelas delações premiadas que iluminam as catacumbas do petismo.

A catacumba de um cérebro baldio do cado não é o típico petista - desses que deixam o chorume espalhado por onde passam - dizendo que "fazer um acordo com o PSDB agora é negócio para os dois partidos: elimina de vez uma ameaça PMDB e, lá na frente, a gente come (mais uma vez) o rabo dos tucanos".

O linguajar e a moral é típica dos seguidores da seita.

Catacumba de um cérebro baldio é mesmo a do governador Geraldo Alckmin e sua teoria da "policrise" e da "colaboração com Dilma".

A prosseguir com esse tipo de ação Alckmin é um polimprestável ou até mesmo um polidiota.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Macacos me mordam, mas não me operem


Você quer saber como o país chegou neste cenário? Nessa situação de "filme de terror" conforme o Financial Times descreveu o segundo mandato de Dilma Rousseff?

É simples e não precisa ser cientista político, economista, sociólogo, filósofo ou engenheiro espacial, basta ter imaginação e pensar numa sala de cirurgia onde um neurocirurgião realiza uma delicada operação.

De repente acaba o tempo que ele tinha para operar e chamam um babuíno (ou chimpanzé, você escolhe) viciado em tubaína para o seu lugar.

A cirurgia ia muito bem até ali, o foco da doença fora removido, os sinais melhoraram e faltava apenas estabilizar o paciente e fechar o acesso cirúrgico. Algo fácil, desde que você entenda de neurocirurgia, o que não era o caso do babuíno (ou chimpanzé, você escolhe).

O macaco preferiu roubar a touca de uma enfermeira, se pendurar na luz de foco da sala, jogar os instrumentos no chão, dar um show e depois ainda chamou um outro macaco (ou macaca, você escolhe) para "dar continuidade" à sua brilhante cirurgia.

Lógico que o paciente descompensou. Lógico que só podia dar em filme de terror.