sábado, 31 de agosto de 2013

"Cala a boca, burguês, vai t* no c*"

Durante a última semana de agosto algo mudou nas manifestações de rua que ainda teimam em acontecer no Rio de Janeiro.

Pela primeira vez moradores de Laranjeiras atiraram ovos e água nos manifestantes, xingando-os de vagabundos e mandando-os ir fazer baderna na casa deles.

Lá debaixo dos prédios, os manifestantes devolviam os xingamentos berrando "burguês filho da p*!", "cala a boca burguês, vai tomar no c*!", demonstrando que só ligam para a "opinião pública" se esta os aplaudir.

O fato é: se em junho pouca gente sabia o que fazia na rua, mas ainda assim ia para as avenidas descarregar sua insatisfação difusa, hoje todo mundo voltou para casa e na rua sobraram apenas aqueles que sempre estiveram por lá.

Movimentos sociais, partidecos de esquerda, estudantes entediados por passar o dia jogando truco e sueca na faculdade e querendo brincar de revolução, militantes profissionais.

Assim poucas dezenas passam os dias acampados ou fechando avenidas, infernizando a vida de quem tem mais o que fazer, e as noites vagando pelas ruas quebrando e incendiando coisas para depois brigar com a polícia e reclamar de truculência.

Mas as pessoas que não vivem exclusivamente para isso já encheram o saco e o pior é que tal repetição enfadonha apenas tira o impacto das coisas. Daqui a pouco ninguém mais vai ligar para aquela meia dúzia berrando de cartaz na mão.

E isso só se presta a duas coisas: devolver as ruas para os que se achavam donos dela (a turma da bandeira vermelha) e devolver a calma aos pilantras em Brasília.



0 Comentários