sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Brasileiro é otário

O Rodrigo Constantino andou fazendo uma série de artigos chamada "Brasileiro é otário?", onde comparava preços de diversos artigos no Brasil e no exterior, provando como o brasileiro é obrigado a pagar muito mais do que qualquer cidadão do mundo civilizado pelos mesmos bens de consumo variados.

Nossa carga tributária e o protecionismo tacanho transformam o país numa ilha de atraso e preços estratosféricos.

Desde o Big Mac até o iPhone passando por remédios e combustível, tudo custa mais no Patropi.

Daí que quando vi a foto do show de uma tal de Cher Lloyd (depois soube que é uma cantora que foi revelada num reality show) lembrei na hora dos artigos do Constantino.

A pista completamente vazia, um verdadeiro fiasco.

Tudo bem que a artista talvez não colabore (ainda que praticamente qualquer um hoje em dia tenha fãs), mas não é só isso, tem que ter mais.

E claro, como sempre, são os preços. Um show de uma banda do porte do Depeche Mode numa boa casa de Madrid está custando a partir de 49,50 Euros na pré-venda.

Um show mais ou menos do mesmo calibre, do Aerosmith, no Rio de Janeiro, está custando a partir de R$240,00 a pista.

Sem contar que em alguns shows há preços diferenciados, com a aberração chamada "Pista Vip", onde você paga mais pelo "privilégio" de poder ver o palco.

Com o Euro cotado a 3 reais, um ingresso na Europa custaria 150,00, ou seja, praticamente a metade do que se paga em Banânia, com o agravante de ser um lugar onde as pessoas ganham muito menos e os salários são uma porcaria.

Adicione a isso os preços "módicos" que as lanchonetes de casas de show e arenas cobram (12 reais por um cachorro-quente, 10 por um saco de pipocas, 8 por uma latinha de refrigerante) e tem-se essa fórmula: é inviável trazer gente desconhecida e os consagrados que aparecem por estas bandas estupram o bolso do fã para que este possa assistir um show.

Conclusão: sim, brasileiro é otário.



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