domingo, 1 de setembro de 2013

Cotas

Mais uma pesquisa demonstra que estudantes beneficiados com cotas raciais têm desempenho pior do que os demais. Mas quem liga?

Na versão dos marxistas das bananas, tudo não passa de uma luta de crasses (assim mesmo com "r" para homenagear a educação dos petistas) tupiniquim.

"Nossa, que horror! O filho do preto pobre na faculdade!". 

E fica parecendo assim que o problema é o filho do pobre, do preto, da empregada, do frentista, do pedreiro (o que é excelente para quem tem planos de dividir a sociedade, mas péssimo para um debate sadio), quando qualquer um com polegares opositores sabe que não é.

Qualquer pessoa honesta sabe que o problema é a educação sucateada, os salários de fome, a falta de preparo, a parca infraestrutura.

Como nada é tão ruim que não possa piorar, agora o governo anunciou mais um pó de pirlimpimpim, o programa "Mais Professores". Tal qual ocorreu com a saúde, partem do princípio de que o que falta não é todo o resto, mas os peões para atuarem na ponta.

Mas atuarem com o quê? Se nem cuspe e giz direito tem. As crianças sentem fome, não têm material didático e quando chegam em casa encontram miséria e ignorância por todos os lados, como, então, vencer isso só com um professor mal pago e mal preparado?

Mas cotas raciais resolvem tudo na teoria. O problema é a prática. Daí que tudo é muito lindo somente na propaganda que é o Brasil do PT. Essa propaganda enganosa de dimensões continentais.

E para terminar, deixo um daqueles exercícios de adivinhação que adoro fazer:

Um "Mais Professores" pode muito bem querer ensinar ao "filho do pobre" um idioma estrangeiro, não? Quem seria contra? "Nossa! Que horror! O filho da cozinheira aprendendo outro idioma!".

Mas qual idioma seria? Ora, por que não o espanhol, para integrar nosso imenso continente proto-bolivariano?

E onde haveriam professores de espanhol disponíveis para trabalhar feito escravos nos grotões do Brasil?

Um charuto e um mojito para quem adivinhar.




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