quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Direita às moscas

Nos Estados Unidos temos os republicanos, no Chile, a Aliança, no Uruguai, o Partido Nacional, na Inglaterra, os tories, na Alemanha, a CDU de Angela Merkel, em Portugal, o PSD, na Espanha, o Partido Popular, no Canadá, os conservadores, enfim, praticamente todo país do mundo, com democracias mais ou menos maduras, possui alguém que chega para o eleitor e diz:

- Prazer, defendo o estado austero, o controle fiscal, a meritocracia, a livre iniciativa, as privatizações, a liberdade individual, a vida, a eficiência no setor público, eu sou a direita.

No Brasil não.

Segundo dizia Mário Henrique Simonsen, se algo "só existe no Brasil e não é jabuticaba pode saber que é besteira".

Por isso temos aqui essa pérola da política brasileira, essa não-jabuticaba que é a democracia sem direita.

Todo mundo envergonhado, pelos cantos, deixando os farofeiros do marxismo falarem suas mentiras e bobagens sozinhos ou deixando que este termo seja sequestrado pelo coronelismo mais anacrônico possível.

Definitivamente o general De Gaulle, na tal frase que nunca disse mas que lhe atribuem do mesmo jeito, estava coberto de razão.

Não é sério.



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