domingo, 1 de setembro de 2013

Injustos entre as nações

Como bem lembrou a senadora Kátia Abreu, durante a perseguição nazista contra os judeus, o embaixador brasileiro na França Luís Martins de Souza Dantas emitiu centenas de vistos para o Brasil a perseguidos pelos nazistas.

"Mesmo depois de ser repreendido e formalmente proibido de conceder vistos, seguiu assinando documentos de próprio punho, com datas anteriores à da proibição. Enquanto isso, em Hamburgo, o vice-cônsul brasileiro e escritor João Guimarães Rosa também agiu assim, concedendo vistos de entrada no Brasil a judeus.

Décadas depois da façanha, Souza Dantas virou personagem do Museu do Holocausto, em Israel. Foi proclamado "Justo entre as nações", título atribuído a pessoas que arriscaram suas vidas para ajudar judeus perseguidos pelo regimes nazista e fascista."

Dado curioso: um "justo entre as nações" mereceria, no governo petista, uma sindicância comandada não por um diplomata, mas por um auditor fiscal da receita que foi secretário-adjunto de Transparência e Controle do governo do honestíssimo petista Agnelo Queiroz.

Ou seja, um tribunal de inquisição comandado pelo partido.

O mesmo partido que petistas SEMPRE colocam acima da nação.

Eduardo Saboia, que, guardadas as devidas proporções, tal qual Souza Dantas resolveu agir e preservar a tradição da diplomacia brasileira de não se curvar à ditaduras ou proto-ditaduras, tem sobre si a recomendação do governo Dilma Rousseff para que seja "moído".

Pode não ser um "justo entre as nações", mas certamente é um justo cercado de petistas por todos os lados.

Uma ilha de lucidez no meio do vasto mar de águas turvas da Era da Mediocridade que o Brasil vive desde 2003.


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