sábado, 28 de setembro de 2013

O macarrão politicamente incorreto

O presidente da maior fábrica de massas do mundo, Guido Barilla, causou furor nas tropas da Gaystapo porque resolveu dizer que não faria um anúncio com homossexuais.

Segundo o dono da empresa, a marca se identifica com a imagem da família e quem não gostar que não compre (eu já comi e afirmo: comprem, é muito boa).

Imediatamente os "progressistas" sectários partiram para cima do homem, obviamente chamando-o de "homofóbico" (que novidade) e convocando um boicote aos produtos da Barilla (ora bolas, não foi exatamente o que ele disse, que quem não estivesse satisfeito que não comprasse?).

Você pode ser um desses simpatizantes ferrenhos do "movimento gay" e querer até empregar professores travestis que ensinem que "ser bissexual é legal porque você tem mais chances de se divertir" nas escolas, mas se for um democrata de verdade, jamais vai sequer cogitar impedir alguém de falar o que pensa.

O Sr. Barilla (falo isso e penso num macarrão de terno e gravata) não disse que homossexuais são sujos (não são), que são menos gente (são iguais a qualquer um, com qualidades e defeitos), que merecem apanhar na rua (quem faz isso merece cadeia) ou que devem ser varridos da face da Terra (quem pensa isso é que deveria cogitar uma estadia na Estação Espacial Internacional), disse apenas que na SUA empresa, em SEUS comerciais, não colocaria homossexuais. Ponto. Direito dele. Ponto de novo.

Uma coisa são direitos civis. Outra bem diferente é querer impor na base do berro a sua posição aos outros. O mundo não pode pertencer a quem grita mais alto, sejam eles minoria, maioria ou qualquer outra coisa.

E não se pode defender a sua liberdade e o seu direito querendo tolher a liberdade e o direito dos outros.

Nenhuma empresa pode ser obrigada a adotar a idéia de família e sociedade que o ativismo radical politicamente correto resolveu impor ao mundo na força.

Por isso agora mesmo é que eu vou comprar produtos Barilla sempre que puder, ainda que ache incrível e bizarro que o ativismo político e a defesa da liberdade de expressão tenha chegado até na macarronada de Domingo.

Link da notícia: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/dono-da-marca-de-alimentos-barilla-critica-familias-homossexuais



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