domingo, 1 de setembro de 2013

Os políticos e a internet

O que é que algum governador de estado, prefeito de capital ou de grande cidade está esperando para usar a internet DE VERDADE para se aproximar do cidadão?

Nada de perfil engraçadinho em redes sociais recomendando músicas, filmes e livros, fazendo piadinhas ou mostrando fotos em família, mas algo realmente modificador da dinâmica da cidadania.

Por que não passar a utilizar enquetes, monstruosas enquetes, para saber o que os eleitores pensam?

A base de dados está no cadastro do IPTU, nas secretarias de segurança e DETRANs que emitem identidades, nos tribunais eleitorais.

Não sei o que eles esperam para fazer algo simples, como um login (a identidade, o CPF, o número do título de eleitor) e uma senha onde o cidadão responde perguntas simples, como:

Você é a favor de que se crie mais uma secretaria para abrigar aliados ou de reformar a escola do bairro tal?

Você é a favor de deixar que 20 gatos pingados fechem uma avenida e infernizem o trânsito ou a polícia deve removê-los e liberar a via nos termos da lei?

Você concorda que se gaste 1 bilhão na reforma de um estádio ou esse dinheiro deve ser usado em saneamento básico?

E por aí vai.

O sujeito que fizer isso, corre o sério risco de entrar para a história. Se souber usar isso direito, vira demiurgo.

Não se trata de criar uma nova democracia direta passando por cima dos legislativos (nem vou entrar no mérito da qualidade destes), essas enquetes nem precisariam ser mandatórias, seriam apenas uma forma do pagador de impostos dizer: se for fazer em meu nome, usando o meu dinheiro, faça isso.

O governante seguiria aquele "conselho" ou não, mas em compensação jamais poderia mais dizer que ficou surpreso novamente se o tal "gigante" resolvesse voltar para a rua, dessa vez com razão.



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