quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Lição de mestre

Vamos simplificar essa manchete, eliminando ruídos e chegando ao que interessa: um sindicato, não em uma declaração intempestiva motivada pela emoção, mas num comunicado oficial debatido e votado, declara apoio a um bando de marginais que incendeiam ônibus, depredam patrimônio, saqueiam lojas e tentam invadir casas legislativas.

Tudo isso depois do presidente do PT, Rui Falcão, dizer que "em 2013 o bicho vai pegar".

Notem que muitos sindicatos (não este em questão, mas outros envolvidos com essa greve) são filiados à CUT, que é o braço sindical do PT, que através de seus outros braços em "movimentos sociais" está insuflando direta ou indiretamente essa baderna diária nas ruas, com objetivo de influenciar as eleições de 2014 em estados-chave.

Não estou agora aqui afirmando, apenas conjecturando o que parece ser a formação de uma milícia urbana no Brasil.

Inocentes e canalhas dirão que "black bloc é uma tática e não um grupo", mas quando sempre os mesmos usam a mesma tática, sim, torna-se um grupo.

Mas sigamos.

Essa gente ensina métodos de guerrilha urbana na internet. Essa gente apoia a violência e a supressão do contrário na base da violência sem a menor cerimônia. Essa gente está dominando os espaços de manifestação, que sempre terminam como palco de quebra-quebras e confrontos violentos com a polícia.

Quem garante que amanhã ou depois esses mesmos sindicatos que agora dão apoio moral aos marginais, não acharão por bem financiá-los com parte do gordo dinheiro que tomam do pagador de impostos?

Quem garante que amanhã ou depois não veremos o surgimento de algo como as FARC, o MST ou mesmo outros grupos terroristas como Sendero Luminoso ou as Brigadas Vermelhas no Brasil?

Óbvio que existem particularidades em cada um destes, diferenças, nuances, mas todos têm algo em comum: o desprezo pela "sociedade burguesa", pelo "sistema capitalista", pela democracia representativa e a defesa do uso da violência nessa "luta de classes".

Na Venezuela grupos armados pelo chavismo atiram em opositores no meio da rua, sob olhares complacentes da polícia.

Quem já começou trazendo os mesmos cubanos que foram fazer proselitismo ideológico na república bolivariana para o Brasil, quem defende a censura e o "controle da mídia" e da internet, quem aparelha o Estado e persegue opositores no campo pessoal e não ideológico, quem procura sempre destruir vidas e reputações, quem não esconde o sonho de se perpetuar no poder, muito bem pode fazer uso deste tipo de expediente para avançar mais um passo rumo ao totalitarismo.

Não custa nada colocar as barbas de molho contra esses marginais travestidos de defensores do povo contra a "violência policial".

Porque esse tipo de "defesa do povo" foi a responsável pelas maiores atrocidades no decorrer da história.



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