domingo, 6 de outubro de 2013

Todos contra o PT

Muita gente anda questionando a aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva, que eu comemorei ontem aqui como uma vitória do Brasil que presta sobre os parasitas do PT.

Não me entendam mal: nenhum dos dois sequer chega perto do que eu considero ideal para ser presidente, não me imagino votando com entusiasmo num partido "socialista", por menos socialista que este PSB seja.

Ano que vem votarei em Aécio Neves para presidente caso ele saia mesmo candidato. Considero que seu perfil e as pessoas com as quais se cerca apresentam a melhor visão possível para governar o Brasil e nos tirar do atoleiro petista.

Mas note bem a palavra "possível" ali em cima. É isso mesmo. Não existe em nossa política nenhum nome que se aproxime do que eu considero ideal.

Minha política ideal se chama Angela Dorothea Merkel. Assim como seria Margaret Hilda Thatcher ou Ronald Wilson Reagan. Dois deles já não estão entre nós e uma, para infortúnio dos brasileiros, não nasceu em nenhuma cidade do Patropi, mas na Alemanha Oriental.

Como não posso votar em nenhum deles, poderia recorrer a alguns caminhos, a saber:

1) Passar a vida me lamentando (isso eu até faço).

2) Tentar, a partir de conversas e debates, convencer o maior número possível de pessoas de que precisamos de uma alternativa liberal e conservadora por aqui (isso eu também faço diariamente).

3) Me negar a votar em qualquer um que não seja Angela Merkel ou parecido com ela e deixar o PT por aí malversando das mais diversas formas o dinheiro que eu pago em impostos.

4) Escolher alternativas possíveis e ter em mente que, antes de qualquer coisa, temos que remover esses carrapatos de Brasília.

E é aí que eu chego no meu entusiasmo - tímido, comedido, resignado como se fosse possível um entusiasmo resignado - com a aliança entre o PSB e a Rede.

Não votarei neles tendo como alternativa o senador Aécio Neves. Não votaria nele caso tivesse como alternativa Ronald, Margaret ou Angela.

Mas votarei em qualquer um que possa representar a queda do PT do poder.

Não sei, sinceramente, se o Brasil suporta mais quatro anos dessa gente no poder. Não sei se nossa democracia resiste a este ataque chavista cada vez mais forte.

A União Soviética caiu a partir de uma fissura dentro de seu partido dominante. O lulopetismo talvez só caia a partir de uma fissura na sua base alugada.

Eduardo Campos ou Marina Silva ou Aécio Neves (este da oposição tímida, mas legítima) não parecem ter aspirações e nem terão tempo para consolidar um projeto hegemônico de poder.

O PT tem.

É contra ISSO que vocês têm que lutar.

O resto a gente vê depois.



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