sábado, 30 de novembro de 2013

O político não é o espelho do povo, ele é o povo

Analisando friamente, o povo brasileiro, mais precisamente o eleitor médio tem exatamente o que merece.
Se anda num ônibus lotado, é atendido em péssimos hospitais, se manda seus filhos para escolas que o transformam quando muito em um semi-analfabeto, cada brasileiro está recebendo tudo o que pede.
Não faltam pessoas na imprensa, na internet, pelas ruas, alertando sobre cada corrupto, canalha e cretino que infesta a política.
Ninguém pode afirmar que a maioria do país não saiba de que laia são Lula, Renan Calheiros, Collor, Sarney, Sérgio Cabral, Lindbergh, Maluf, entre tantos outros. Todo mundo sabe, mas alguns fingem não saber por diversas razões, qual é o material que forja o caráter (ou a falta de caráter) de toda essa gente.
Um povo que assimila com facilidade bordões de novela, piadas de todo tipo, que aprende direitinho quem é quem nos BBBs da vida, que se envolve em polêmicas bobas todo o tempo, que conhece de cor nomes de sub-celebridades e letras de músicas ruins, um povo assim não é burro, apenas tem preguiça de pensar.
Uns se vendem, outros não ligam, alguns tomam parte em simulacros e no final todos vão lá de dois em dois anos reconduzir os arquitetos do purgatório diário que são as cidades do Brasil ao poder.
Minha única pena é que esses levam junto todo o resto que pensa e que assiste, desesperado e impotente, a marcha dos insensatos, o desfile da Era da Mediocridade, porque infelizmente os imbecis estão em maioria.
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