terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Turismo de aventura

Um turista que sai de um país desenvolvido para passar ano novo no Brasil merece ter o pé pisado por gente mal educada numa fila, andar pela rua no meio do lixo, pagar 10 reais por uma água de coco, 8 por uma Coca-Cola de dois litros, ser enganado por taxistas pilantras, superfaturado por hotéis canalhas com péssimo atendimento, sacolejar em ônibus quentes, entupidos e caindo aos pedaços, pagar o dobro por produtos e serviços que não valem nem a metade, desfrutar de toda a agressividade e malandragem dos nativos, enfim, vivenciar o que qualquer um que habita esse país tem que aturar diariamente.
Afinal, quem voluntariamente mergulha na bosta não pode reclamar do cheiro depois.

Feliz 2014

A todos os amigos que se juntaram a mim neste ano, muito obrigado e que em 2014 possamos estar juntos com muita saúde, paz e felicidade.
Que seja o ano em que a Era da Mediocridade comece a terminar e que as pessoas entendam de uma vez por todas que a culpa não é dos políticos, mas delas que os colocam ali.
Em política o contrário de esquerda não é a direita, mas o certo.
Feliz 2014 para todos nós, que possamos estar sempre felizes junto daqueles a quem amamos!

Feliz 2014!

A todos os amigos que se juntaram a mim neste ano, muito obrigado e que em 2014 possamos estar juntos com muita saúde, paz e felicidade. 

Que seja o ano em que a Era da Mediocridade comece a terminar e que as pessoas entendam de uma vez por todas que a culpa não é dos políticos, mas delas que os colocam ali.

Em política o contrário de esquerda não é a direita, mas o certo.

Feliz 2014 para todos nós, que possamos estar sempre felizes junto daqueles a quem amamos!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Feliz 2014!

Alguns dos meus desejos para 2014: que quando alguém aparecer com uma música horrorosa (no celular, naquele carro com o porta-malas aberto), uma moda ridícula, uma roupa esquisita ou então uma vier falar de programas ruins na TV e você disser que aquilo é uma merda, ninguém comece com papo de "diversidade".

Diversidade boa é um saco de M&Ms ou Skittles.


Que a tal "cultura brasileira" seja cada vez mais cultura e, se possível, um pouco menos "brasileira".

Que quando falarem em "música" queiram realmente dizer música e não algo "tipo música".


Que o Lula comece a honrar aquela sua frase que dizia "estamos juntos" para os companheiros que foram parar na Papuda e realmente vá para junto deles.

Queo brasileiro pare com essa babaquice de pensar que ser escroto, cretino e mal educado é ser "autêntico".

Brasileiros, sejam menos brasileiros.


E finalmente, além de muita paz, saúde e felicidade para todos nós, um país cada vez menos parecido com um programa da Regina Casé.

Feliz 2014!



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Nós contra o planeta Chauí

Não vou falar nenhuma novidade, comunistas assumidos ou disfarçados usam mais ou menos a mesma tática para lidar com opositores, primeiro tentam ignorar, depois partem para uma tentativa de "esclarecer" o outro e demovê-lo de suas posições, em seguida passam a ridicularizar o oponente e por fim agridem sem a menor preocupação com a verdade.
Fazem isso porque são autoritários, claro, mas acima de tudo porque são adeptos de uma ideologia que não vê a sociedade como um campo deidéias, mas como um campo de batalha.
Daí seu pavor quando encontram liberais e conservadores bem articulados, com opiniões sérias, soluções lógicas, críticas certeiras e inteligência incontestável.
O caso do tal filósofo desejando que a Rachel Sheherazade seja estuprada é apenas mais uma prova de como um esquerdista farofeiro torna-se uma criança de jardim de infância com tendências psicopatas quando se depara com uma oposição de idéias eficiente.
Viram bebês chorões impotentes que não conseguem imaginar nada mais criativo do que "feio, bobo e mau" como reação.
Afinal, como um sujeito desses poderia ofender a jornalista sem apelar até para uma suposta incitação de um crime? Chamanso a moça de fracassada atrás de holofotes? Ora, trata-se de profissional de sucesso e reconhecimento. De burra? Então alguém que contra argumenta um "burro" desejando um "estupro seguido de um abraço de tamanduá" seria o quê? O sub do sub do burro?
Vai dizer que é "feia e mal comida" como eles adoram tratar os seus adversários? Caramba, veja uma foto dela e entenda porque nem um mitômano conseguiria afirmar isso sem fazer até a estátua do Drummond em Copacabana querer levantar e dar-lhe um tabefe.
Conservadora, inteligente, bem sucedida e bonita, ninguém que orbite o planeta Chauí ou viva na dimensão Guevara está preparado para lidar com isso.
Mas nós temos o dever de estar preparados para eles.

Super copa

Veja você que TODAS as obras para a copa do mundo saíram mais caras do que o orçamento inicial, só o Maracanã comeu 1 bilhão do bolso do pagador de impostos e ainda assim seu entorno vira uma Veneza com gôndolas de detrito orgânico quando chove.
Mas apresente qualquer problema para um esquerdista (saúde, educação, infraestrutura) e a solução será sempre a mesma: mais arrecadação, mais recursos, mais Estado.
Pouca coisa é tão superfaturada quanto a idéia que fazem da inteligência dessa gente.

Se com tão pouca gente já é assim, se tivesse uma direita então nem quero imaginar

Meia dúzia de páginas no Facebook, uma âncora de telejornal, alguns blogueiros na Veja, uma dúzia de (bons) livros e a esquerda já está em polvorosa, refazendo cálculos e lançando torpedos e mísseis a esmo.
Imagina se a tal "direita" brasileira tivesse então um partido competitivo e 10% do espaço que a esquerda farofeira tem.
A companheirada estaria fazendo até promessa, ainda que só sejam chegados em religião em época de eleição.

O lado bom de ser oposição ao PT

Você até perde mais eleições do que gostaria, mas não tem que ficar por aí dizendo que nenhuma criança em Cuba dorme na rua, que o MST é apenas um movimento social, que o socialismo funcionou na Venezuela, não precisa chamar ninguém de companheiro, fingir que não liga para o seu iPad novo, se esconder da turma do partido quando vai tomar café no Starbucks, não tem que namorar mulher de cabelo no sovaco, homem de sandália de couro, não precisa frequentar pé sujo, pode colocar foto com o Mickey na Disney no seu Facebook, não precisa ouvir música de raiz e, melhor de tudo, se diverte vendo a Rachel Sheherazade espinafrando a esquerda e não a Marilena Chauí cuspindo perdigotos em cima da classe média.

A nossa sorte

Imagine que se com o exército de molestadores da lógica, espancadores do bom senso, assassinos de plurais e concordâncias, violadores da lógica e batedores de carteiras da verdade espalhados pela internet e pelas redações, a esquerda já infesta a política, as artes, a cultura, os veículos de comunicação e as salas de aula, o que seria do universo se entre seus "intelectuais" houvesse alguém, um que seja, realmente capaz de dizer algo que preste, sem frases feitas, adjetivações pachorrentas, acusações vazias e palavras de ordem fedendo a mofo de baú guardado em sótão.
Os "progressistas" já estariam distribuindo mensalões até em Plutão.

O lado bom

Você até perde mais eleições do que gostaria, mas não tem que ficar por aí dizendo que nenhuma criança em Cuba dorme na rua, que o MST é apenas um movimento social, que o socialismo funcionou na Venezuela, não precisa chamar ninguém de companheiro, fingir que não liga para o seu iPad novo, se esconder da turma do partido quando vai tomar café no Starbucks, não tem que namorar mulher de cabelo no sovaco, homem de sandália de couro, não precisa frequentar pé sujo, pode colocar foto com o Mickey na Disney no seu Facebook, não precisa ouvir música de raiz e, melhor de tudo, se diverte vendo a Rachel Sheherazade espinafrando a esquerda e não a Marilena Chauí cuspindo perdigotos em cima da classe média.

Preparem-se

Não vou falar nenhuma novidade, comunistas assumidos ou disfarçados usam mais ou menos a mesma tática para lidar com opositores, primeiro tentam ignorar, depois partem para uma tentativa de "esclarecer" o outro e demovê-lo de suas posições, em seguida passam a ridicularizar o oponente e por fim agridem sem a menor preocupação com a verdade.

Fazem isso porque são autoritários, claro, mas acima de tudo porque são adeptos de uma ideologia que não vê a sociedade como um campo de idéias, mas como um campo de batalha.

Daí seu pavor quando encontram liberais e conservadores bem articulados, com opiniões sérias, soluções lógicas, críticas certeiras e inteligência incontestável.

O caso do tal filósofo desejando que a Rachel Sheherazade seja estuprada é apenas mais uma prova de como um esquerdista farofeiro torna-se uma criança de jardim de infância com tendências psicopatas quando se depara com uma oposição de idéias eficiente.

Viram bebês chorões impotentes que não conseguem imaginar nada mais criativo do que "feio, bobo e mau" como reação.

Afinal, como um sujeito desses poderia ofender a jornalista sem apelar até para uma suposta incitação de um crime? Chamanso a moça de fracassada atrás de holofotes? Ora, trata-se de profissional de sucesso e reconhecimento. De burra? Então alguém que contra argumenta um "burro" desejando um "estupro seguido de um abraço de tamanduá" seria o quê? O sub do sub do burro?

Vai dizer que é "feia e mal comida" como eles adoram tratar os seus adversários? Caramba, veja uma foto dela e entenda porque nem um mitômano conseguiria afirmar isso sem fazer até a estátua do Drummond em Copacabana querer levantar e dar-lhe um tabefe.

Conservadora, inteligente, bem sucedida e bonita, ninguém que orbite o planeta Chauí ou viva na dimensão Guevara está preparado para lidar com isso.

Mas nós temos o dever de estar preparados para eles.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Uma utopia

O brasileiro médio se importar tanto com candidatos e eleições a ponto de discutir, debater e defender o que acha melhor quanto se importa com reality shows inúteis.
Aliás, se metade dessa gente que bate boca por causa de BBB ou The Voice se perguntasse pelo menos uma vez por dia para onde vai o dinheiro que paga de impostos (e se importasse com a resposta) talvez essa joça aqui já fosse a Bélgica.

Movendo os indecisos

Definir o voto na eleição do ano que vem é mais simples do que parece.
Digamos que você tenha que fazer um pedido para o seu almoço e a oposição seja um jiló.
Você detesta jiló, não quer comer jiló, mas olha o cardápio e vê que além de jiló a outra opção é ratazana ensopada.
Qual vai preferir comer?
Viram como é fácil?

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Convenhamos

Para um país que toda hora assiste na TV a pronunciamentos em dilmês castiço um Especial do Roberto Carlos não deveria causar tantas reações negativas.

Esses cristãos

O Flavio Morgenstern tocou num ponto interessante na página dele, que me fez pensar bastante.
Toda vez que ocorre um desastre natural ou humanitário lá estão os "papa hóstias" ajudando a quem precisa, fazendo caridade sem esperar nada em troca.
Essa gente intolerante e que "detesta pessoas" só porque não acha legal liberar o aborto indiscriminadamente, o consumo de drogas ou se recusa a casar dois marmanjos num altar feito para unir um homem e uma mulher.
Essa gente que acredita em "lendas" que as dizem para auxiliar o próximo e acolher os que sofrem.
Incrível como as vadias, os rolezinhos, as marchas da maconha, a turma dos partidos de esquerda que sempre aparecem para fazer piquete e ocupar prédios públicos, os bons moços do PT que nada mais fazem além de se preocupar com os pobres, nenhum deles aparece nessas horas com uma caixa de leite, um saco de mantimentos, um colchonete, um cobertor, nem que sejam pintados de vermelho.
Basta haver quem precisa e lá estão os "coxinhas", os "padrecos", os "fundamentalistas", os "carolas", a "classe média", enfim, essa gente presa ao século passado, saudosista da ditadura e que tem horror de povo.
Talvez um dia alguma petição online, um evento no Facebook ou então um punhado de revolucionárias de peito de fora e valentes de máscara preta no rosto ajudaria as vítimas das chuvas, dos deslizamentos, da seca, de tsunamis, de terremotos, vulcões e o escambau.
Mas até lá que a malfazeja religião (ui, que horror) continue fazendo esse papel, porque a revolução não tem tempo para essas miudezas como gente faminta e desabrigada.

A comissão da comissão

Uns goles de Medio y Medio (pra quem não conhece é uma deliciosa mistura uruguaia de vinho branco com espumante) me ajudaram a chegar numa conclusão.
O problema da esquerda é que para cada problema, eles não encontram uma solução, mas formam uma comissão (que geralmente depois recebe uma comissão).

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Final de ano nas TVs

Desconfio que há 20 anos os telejornais passam no Natal a mesma reportagem gravada com gente comprando presente de última hora.

Vai vendo

Não demora muito e ao invés de condenarem os homens que urinam em poste as feministas vão reivindicar para as mulheres o mesmo direito.

Direitos iguais

Não demora muito e ao invés de condenarem os homens que urinam em poste as feministas vão reivindicar para as mulheres o mesmo direito.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Coerência

Esquerdistas: você não pode ousar interferir na maconha deles, na opção sexual deles, no aborto deles, nos piquetes deles, nos quebra-quebras deles, onde eles mostram os peitos, etc.
Mas eles podem interferir até no que você pensa sobre eles.

Tem que ver isso aí, moça

Feminista, deixa ver se eu entendi: o corpo é seu, os peitos são seus, você mostra onde, como, quando e para quem quiser.
Mas quer proibir que eu com o meu cérebro ache isso escroto e use a minha boca para mostrar essa opinião onde, como, quando e para quem eu quiser?
Moça, você tem problemas.

domingo, 22 de dezembro de 2013

A estatização do Canecão, verdadeiro show de incompetência (alguém se surpreende?)

No Brasil falar em privatização pega mais mal do que dizer que o Maradona foi melhor do que o Pelé.

Aos olhos de muita gente privatizações nada mais são do que tubarões do poder econômico se utilizando de governantes "entreguistas" para se apoderar daquilo que era do Estado, logo, "do povo". 

Esquecem que no país da economia estatal, hoje não teríamos mais telefones celulares do que habitantes. E isso é apenas um exemplo de como o tripé iniciativa privada-concorrência-fiscalização pode fazer bem a qualquer atividade.

Mas pra quem ainda duvida disso, conheço um belo exemplo prático acontecendo no Rio de Janeiro, que é a história do Canecão, uma das mais antigas casas de espetáculos da cidade.

Depois de 40 anos de "luta", a Universidade Federal do Rio de Janeiro conseguiu recuperar o terreno em que foi erguido o Canecão. O reitor comemorou a "retomada do espaço", os alunos comemoraram, a guerra finalmente foi vencida e todos puderam dizer "o Canecão é nosso!".

Uma notícia publicada no site G1 no dia 10/05/2010 contava tudo em detalhes. Os defensores do patrimônio público tinham vencido mais uma contra os entreguistas.

Só que no dia 20/12/2010, ou seja, pouco mais de sete meses após a reconquista do território, uma reportagem do jornal O Globo mostrava que o Canecão estava "abandonado e sem previsão de reabertura".

Procurado pelo jornal, o diretor de gestão patrimonial da UFRJ declarou que "este assunto passa por várias instâncias da universidade até que se decida o que vai ser feito com a casa. Diversos setores serão consultados para se chegar a um consenso, que será submetido aos órgãos colegiados da universidade".

Ou seja, tudo o que o poder público sabe fazer de melhor: abandonar imóveis, deixar um patrimônio subutilizado e formar comissões para estudar o assunto. De efetivo, nada.

No meio de 2011, ou seja, mais de um ano depois, o Canecão continuava lá: esperando os "consensos" dos "colegiados". Show mesmo só dos ratos passeando pelos entulhos.

E finalmente em 2013 foi anunciado que a casa de shows deve reabrir sob administração da UFRJ, mas só em 2015. Os alunos, no entanto, fazem questão de alertar para o "caráter público" que o estabelecimento deve ter, ou seja, algo de qualidade duvidosa e cheio de inúteis recebendo para não fazer nada.

O presidente do DCE da universidade já avisou que "não quer que volte a ser um lugar em que se cobre valores absurdos por um show, que vise à geração de lucro."

Lógico, porque lucro é uma coisa muito ruim.

Assim onde antes existia um estabelecimento que promovia a cultura e a economia da cidade, agora existe um galpão abandonado no meio de um terreno baldio, mas que "pertence ao estado e não visa lucro".

O resumo da história é que o Canecão foi tomado das mãos dos "porcos capitalistas" para ser transformado em mais um exemplo do porque o poder público não existe para administrar empresas de telefonia, TV a cabo, lanchonetes, aeroportos, carrocinhas de pipoca e nem casas de show.

As ratazanas que hoje moram no que foi o velho Canecão também devem detestar privatizações.




sábado, 21 de dezembro de 2013

O que será?

Ano que vem a essa altura do campeonato já saberemos se o país tomou vergonha na cara ou se aturaremos mais quatro anos de PT.
Agora durma pensando nisso.

Natal é Natal

Nos Estados Unidos já há alguns anos o politicamente correto resolveu banir o Natal.
No lugar de "Merry Christmas" cobram que as pessoas digam "Happy Holidays", algo como "Boas Festas".
Árvores de Natal são "limpas" para não fazerem referências muito explícitas à religião e este ano um morador que "enfeitava demais" sua casa recebeu ameaças por email, por estar "exibindo sua fé de forma muito ostensiva".
Como o Brasil gosta tão pouco de copiar o que presta quanto adora importar o que não presta, esperem por algo assim aqui em breve (se é que já não tem).
Um Natal sem Jesus Cristo.
É o politicamente correto criando a festa de aniversário onde não se cantar parabéns em homenagem ao aniversariante para não ofender os cretinos que não vão com a cara dele.
Bem ao estilo dessa imbecilidade coletiva dos tempos modernos.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Vai lá, campeão

Não quer beber, não beba.
Não quer sair de casa, não saia.
Não quer torcer pelo Palmeiras, pelo Fluminense, pelo Cruzeiro ou pelo Grêmio, não torça.
Não quer falar comigo, não fale.
Não quer viver no capitalismo, não viva. Mas se mate ou se mude, porque eu quero e você não tem o direito de encher o meu saco para não beber, não sair, não torcer e nem te escutar.
E muito menos para importunar o meu estilo de vida.
Em suma, suma.

Ema, ema, ema

Uma coisa é atitude decidida, vá lá, positiva, outra coisa é essa estranha obrigação de ser feliz o tempo todo.
Ora, amigos, nem um milionário pode ser feliz o tempo todo. Nem um famoso, um admirado, um reconhecido, um bem sucedido, um saudável. Ninguém pode ser feliz o tempo todo sem ser um completo cretino.
Existem felicidades (nem que sejam poucas) que o dinheiro do milionário não compraria, pois depende do reconhecimento. Existem outras que o sucesso do bem sucedido não traz, porque dependem da fama. Outras ainda não vem nem com um séquito de groupies bajulando a pessoa o dia inteiro, porque a fama não serve para a pessoa ter saúde, e por aí vai.
Muitas vezes o sujeito só quer ser deixado em paz e até isso pode se tornar uma tarefa difícil.
Daí que essa quase criminalização, tudo bem, criminalização é exagero, mas essa condenação veemente da insatisfação, do tédio, da chateação, do saco cheio, é uma das piores ditaduras dos tempos modernos.
Sabe aquele gari que todo mundo acha o maior barato, recolhendo lixo, sambando e sorrindo o dia inteiro? Ou aquele médico ricaço, desfilando por aí num carro conversível? Nem um e nem outro, nos extremos das suas situações, são, de verdade, aquilo que aparentam quando os descrevem como "ah, o sorriso recolhe lixo mas está sempre feliz" ou "doutor fulano é que é feliz, respeitado e cheio do dinheiro".
Se um dia o gari está puto porque o preço da feira subiu e resolve não fazer as palhaçadas que divertem os passantes (90% deles não seriam felizes varrendo a calçada) ou o médico diz para um paciente que está cheio de problemas, vão dizer "que isso, que negatividade", "está chorando de barriga cheia".
Mas pense bem, uma coisa é ir lá e enfrentar as durezas que a vida pode impor, outra bem diferente é ser obrigado a estar feliz com isso.
Quem achar que os problemas do outro são bobagem e que basta dar um sorriso e está tudo bem, vá lá e pegue todos eles para si e ria se puder.
Se você fizer isso o outro com certeza vai.

Eu sei o que é melhor para você

Existe coisa mais narcisista e egoísta que o altruísmo esquerdista? Imagine você que o sujeito se acha tão bom, tão perfeito, tão melhor do que os demais e tão predestinado a ter suas aspirações atendidas, que resolve não só achar que tem o direito de saber mais do que o outro o que é melhor para ele, mas de obrigá-lo a fazer aquilo de acordo com a sua vontade.
Pouca coisa é pior do que alguém te obrigando debaixo de chicote a fazer coisas que são "boas para você".

Seja feliz quando for mesmo

Uma coisa é atitude decidida, vá lá, positiva, outra coisa é essa estranha obrigação de ser feliz o tempo todo.

Ora, amigos, nem um milionário pode ser feliz o tempo todo. Nem um famoso, um admirado, um reconhecido, um bem sucedido, um saudável. Ninguém pode ser feliz o tempo todo sem ser um completo cretino.

Existem felicidades (nem que sejam poucas) que o dinheiro do milionário não compraria, pois depende do reconhecimento. Existem outras que o sucesso do bem sucedido não traz, porque dependem da fama. Outras ainda não vem nem com um séquito de groupies bajulando a pessoa o dia inteiro, porque a fama não serve para a pessoa ter saúde, e por aí vai.

Muitas vezes o sujeito só quer ser deixado em paz e até isso pode se tornar uma tarefa difícil.

Daí que essa quase criminalização, tudo bem, criminalização é exagero, mas essa condenação veemente da insatisfação, do tédio, da chateação, do saco cheio, é uma das piores ditaduras dos tempos modernos.

Sabe aquele gari que todo mundo acha o maior barato, recolhendo lixo, sambando e sorrindo o dia inteiro? Ou aquele médico ricaço, desfilando por aí num carro conversível? Nem um e nem outro, nos extremos das suas situações, são, de verdade, aquilo que aparentam quando os descrevem como "ah, o sorriso recolhe lixo mas está sempre feliz" ou "doutor fulano é que é feliz, respeitado e cheio do dinheiro".

Se um dia o gari está puto porque o preço da feira subiu e resolve não fazer as palhaçadas que divertem os passantes (90% deles não seriam felizes varrendo a calçada) ou o médico diz para um paciente que está cheio de problemas, vão dizer "que isso, que negatividade", "está chorando de barriga cheia".

Mas pense bem, uma coisa é ir lá e enfrentar as durezas que a vida pode impor, outra bem diferente é ser obrigado a estar feliz com isso.

Quem achar que os problemas do outro são bobagem e que basta dar um sorriso e está tudo bem, vá lá e pegue todos eles para si e ria se puder.

Se você fizer isso o outro com certeza vai.

Live and let live

Não quer beber, não beba.
Não quer sair de casa, não saia.
Não quer torcer pelo Palmeiras, pelo Fluminense, pelo Cruzeiro ou pelo Grêmio, não torça.
Não quer falar comigo, não fale.
Não quer viver no capitalismo, não viva. Mas se mate ou se mude, porque eu quero e você não tem o direito de encher o meu saco para não beber, não sair, não torcer e nem te escutar.

E muito menos para importunar o meu estilo de vida.

Em suma, suma.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Rolezinhos

Não disse? A história dos "rolezinhos" nos shoppings centers já nos presenteou com mais um artigo repleto de pérolas da sabedoria sakamoteana.
Todas as expressões da esquerda de babador estão ali. Desde os batidos "racismo" e "classe média" até uma comparação de São Paulo com a Atenas dos tempos da ágora, com os "pobres trabalhadores" fazendo o papel de "escravos" dos "iluminados".
Resta saber quem o Sakamoto pensa que representa nessa história, se Platão, Sócrates, Aristóteles ou uma espécie de Paulo Ghiraldelli de camisolão.
A única certeza é que Diógenes (que vivia na miséria por sua própria vontade) ele, assim como qualquer outro orgulhoso membro da esquerda de boutique, não seria nem debaixo de chicote.
É tudo de uma poesia tão vagabunda que eu acho que deveriam distribuir frases desse moço em um realejo adaptado com uma galinha no lugar do periquito.
Afinal, o que você acha de tesouros como "não precisa ser sociólogo para perceber que a molecada que marca esses encontros quer, acima de tudo, reafirmar sua existência. E mesmo alguns tumultos que possam causar têm a ver com isso. É como se gritassem a plenos pulmões: “Ei, eu existo, pô!"?
Ou então "os shoppings centers oferecem aos paulistanos realidade virtual. Meus amigos de Alphaville, ao criticarem os condomínios fechados em que cresceram, chamam esse tipo de estrutura de “bolhas''. Um ambiente agradável, asséptico, sem pobreza, dor ou feiúra, com temperatura estável e luz na quantidade certa para possibilitar aquilo que fazemos de melhor: comprar".
Claro, porque bom mesmo são ambientes desagradáveis, imundos, cheios de pobreza, dor e feiura, com temperaturas extremas e aquela penumbra típica de filme europeu. Só assim a pessoa pode provar que é "progressista" e "do bem".
Adoraria saber o que ele e seus "amigos de Alphaville" fariam se estivessem sentados ao redor de uma mesa debatendo a revolução e de repente aparecessem 300 pessoas correndo e gritando na direção deles. Duvido que parariam de correr para ver se são apenas jovens dizendo "ei, eu existo, pô" ou não.
Só sei de uma coisa, pessoas do meu Facebook, se você curte a Socialista Morena, o Sakamoto ou o Alex Castro, saiba que eu sei que é direito seu, mas saiba que ainda assim é direito meu ter vergonha de você por isso.

Socialismo farofeiro em sociedade

Usando a tática socialista para ficar bem na fita com o seu chefe: apresente alguma idéia maravilhosa e infalível, estabeleça o plano e delegue aos seus colegas ações e sacrifícios imprescindíveis para que tudo dê certo.
Se auto nomeie gerente do projeto e passe o dia cagando regra para que ninguém saia da linha e trabalhe cada vez mais.
Vá informando ao seu chefe que tudo vai bem, ainda que alguns sabotadores saudosos de sua antiga posição confortável estejam insatisfeitos por terem que contribuir para o projeto coletivo em vigor agora.
Jogue uns contra os outros, dizendo ao pé do ouvido coisas como "o chefe vai mandar os sabotadores embora" e "se você me ajudar a derrotá-los vai ganhar uma promoção", ainda que seja tudo invenção da sua cabeça.
Conforme o tempo for passando, a coisa não andar e a empresa diminuir a verba para a execução, pague uns lanches para que as pessoas façam mais horas-extras sem receber e diga a eles como você é bom por isso.
Ao final, com a vaca já no brejo e o cliente te perguntando se aquela apresentação é alguma pegadinha, vá para a reunião da diretoris com uma lista de nomes dos culpados pela sua maravilhosa idéia ter naufragado, diga que foi tudo culpa deles.
E não esqueça de afirmar que aquilo que aconteceu não é o seu projeto verdadeiro, que foi uma tentativa desvirtuada pela sabotagem das pessoas.
O seu projeto verdadeiro é perfeito, só que ainda não foi posto em prática na realidade.
É capaz de você conseguir até uns seguidores no seu setor se fizer isso.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sonháticos

A Rede da Marina Silva é uma espécie de petismo para quem tem síndrome do intestino irritável.

As várias faces do petismo

A Rede da Marina Silva é uma espécie de petismo para quem tem síndrome do intestino irritável.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Proteja o que é seu

Pensem comigo: roupa, de maneira alguma, justifica estupro. O estupro é sempre, repito, sempre culpa do estuprador.
Mas vamos adiante.
A menos que você seja discípulo do Sakamoto e acredite em "crime de ostentação", desses que praticamente pedem um assalto, você há de concordar que a culpa de um roubo é sempre do ladrão e de mais ninguém.

Esclarecido isso, existem situações evitáveis e outras não, existem formas de se precaver, por exemplo, não andar pela Central do Brasil ou pela Praça da Sé com um smartphone na mão, "de bobeira" como dizem por aí, contribui muito para que não o arranquem da sua mão e você chegue em casa com ele.
Claro que a culpa continuaria não sendo sua caso ocorresse, mas você facilitou, ainda que não tenha pedido.
Num mundo ideal nós andaríamos pelas ruas usando nosso próprio peso em ouro e nada demais aconteceria, mas num mundo ideal eu já teria ganhado na Mega Sena e ninguém jamais ficaria doente de nada.
Daí que é muito justo que feministas queiram o seu direito de andar até peladas por aí sem ouvir nem um "fiu-fiu" (supondo-se que a moça em questão merecesse um "fiu-fiu"), mas adivinha, a realidade não é assim.
Claro que de uma cantada para um estupro existe a mesma distância que separa uma feminazi de uma mulher bem resolvida, mas se você anda por aí com a "polpinha da bunda" de fora, provavelmente voltará para casa chateada se não ouvir nem um mísero "gatinha".
Mas voltando ao estupro (o real e não aquele que habita a cabeça de neuróticas praticantes de sexo movido a pilhas alcalinas), não se argumenta com bandidos.
Assim como não se argumenta com ladrões ("cara, para de roubar dos outros, isso é fruto do capitalismo e sua cultura da espoliação do trabalho alheio"), não dá para argumentar "na boa" com um estuprador ("sociedade machista, cultura do estupro"), porque bandidos simplesmente não ligam.
Você não pode querer entrar de costas nu em um presídio durante um apagão e achar que vão perguntar qual é a sua sonata favorita, o mais próximo disso que você chegará é daquela piada grosseira envolvendo o violino e a vara.
Da mesma forma, não é culpa da mulher quando leva uma cantada exagerada, uma curra ou sofre um estupro, mas dá para tomar medidas que ajudem a prevenir tais coisas.
Ninguém precisou abrir mão dos seus smartphones porque ladrões os roubam nas ruas e nenhuma mulher precisará sair por aí de burca para ser devidamente respeitada, basta usar o bom senso.
A culpa não é dela, mas não é por isso que, em nome de bandeiras imbecis do marxismo cultural, ela vai sair por aí com um smartphone na mão ou com a bunda de fora.

Não sakamoteie

Pensem comigo: roupa, de maneira alguma, justifica estupro. O estupro é sempre, repito, sempre culpa do estuprador.

Mas vamos adiante.

A menos que você seja discípulo do Sakamoto e acredite em "crime de ostentação", desses que praticamente pedem um assalto, você há de concordar que a culpa de um roubo é sempre do ladrão e de mais ninguém. 

Esclarecido isso, existem situações evitáveis e outras não, existem formas de se precaver, por exemplo, não andar pela Central do Brasil ou pela Praça da Sé com um smartphone na mão, "de bobeira" como dizem por aí, contribui muito para que não o arranquem da sua mão e você chegue em casa com ele.

Claro que a culpa continuaria não sendo sua caso ocorresse, mas você facilitou, ainda que não tenha pedido.

Num mundo ideal nós andaríamos pelas ruas usando nosso próprio peso em ouro e nada demais aconteceria, mas num mundo ideal eu já teria ganhado na Mega Sena e ninguém jamais ficaria doente de nada.

Daí que é muito justo que feministas queiram o seu direito de andar até peladas por aí sem ouvir nem um "fiu-fiu" (supondo-se que a moça em questão merecesse um "fiu-fiu"), mas adivinha, a realidade não é assim.

Claro que de uma cantada para um estupro existe a mesma distância que separa uma feminazi de uma mulher bem resolvida, mas se você anda por aí com a "polpinha da bunda" de fora, provavelmente voltará para casa chateada se não ouvir nem um mísero "gatinha".

Mas voltando ao estupro (o real e não aquele que habita a cabeça de neuróticas praticantes de sexo movido a pilhas alcalinas), não se argumenta com bandidos.

Assim como não se argumenta com ladrões ("cara, para de roubar dos outros, isso é fruto do capitalismo e sua cultura da espoliação do trabalho alheio"), não dá para argumentar "na boa" com um estuprador ("sociedade machista, cultura do estupro"), porque bandidos simplesmente não ligam.

Você não pode querer entrar de costas nu em um presídio durante um apagão e achar que vão perguntar qual é a sua sonata favorita, o mais próximo disso que você chegará é daquela piada grosseira envolvendo o violino e a vara.

Da mesma forma, não é culpa da mulher quando leva uma cantada exagerada, uma curra ou sofre um estupro, mas dá para tomar medidas que ajudem a prevenir tais coisas.

Ninguém precisou abrir mão dos seus smartphones porque ladrões os roubam nas ruas e nenhuma mulher precisará sair por aí de burca para ser devidamente respeitada, basta usar o bom senso.

A culpa não é dela, mas não é por isso que, em nome de bandeiras imbecis do marxismo cultural, ela vai sair por aí com um smartphone na mão ou com a bunda de fora.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Vem chegando o verão

O cheiro de jaula em lugares fechado, as pizzas no sovaco, as baratas saindo dos bueiros, o mal estar, é difícil descobrir o que as pessoas que gostam de calor preferem.

Final do Brasileirão

1 - Futebol funciona como uma espécie de cretinômetro.
O cara é legal, um bom vizinho, uma pessoa educada, ATÉ o seu time ou o rival deste entrar em campo, aí vira um cruzamento de tio do pavê ou pacomê com pitboy.

2 - 
O futebol e essa sua facilidade de despertar o militante do PT que existe dentro de algumas pessoas.

Campeonato brasileiro

O futebol e essa sua facilidade de despertar o militante do PT que existe dentro de algumas pessoas.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Praga do Zé

O Zé do Caixão rogou uma praga para os políticos corruptos na CBN, onde entre outras coisas desejava ácido nas suas partes íntimas.

Deixo aqui a minha praga, mais ou menos perversa, você decide: que todo político cretino tenha a vida cotidiana (saúde pública, educação pública, transporte público) que ele ache ser satisfatória para seus eleitores.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Esses políticos inocentes

Genoíno renunciou para não ser cassado, tipo o Collor. Mas ambos são inocentes e perseguidos políticos, né?

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Camila Pitanga, Fernanda Lima e o sorteio da copa

Evitei ao máximo falar disso, não por algum receio ou algo parecido, mas por preguiça mesmo.

A FIFA resolveu substituir a dupla Camila Pitanga e Lázaro Ramos pelo casal Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert na apresentação do sorteio de chaves para a Copa do Mundo de 2014.

Vamos traduzir isso para quem ainda está em dependência na aula de Pintura no Miolo de Pão desde o jardim de infância: uma entidade privada resolveu preterir um casal em função de outro em um sorteio privado do qual é a organizadora.

Saem Camila Pitanga, garota propaganda da Caixa Econômica Federal, uma morena com jeito de índia, ainda que filha de pai preto (Antônio Pitanga, marido de Benedita da Silva, ambos do PT) e Lázaro Ramos, baiano e preto (desculpem, esse papo de "negro" comigo não cola, cor não é ofensa), dois artistas de sucesso e talento.

Entram Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, um belo casal de sulistas, brancos, loiros, têm uma linda família e carreiras artísticas de igual sucesso.

Só que no Brasil nada é tão simples assim.

Logo que os racialistas, parasitas de ONGs e movimentos sociais, politicamente corretos e histéricos de plantão viram a notícia, todos berraram (eles nunca falam, só berram) em uníssono: RACISMO!

Fernanda Lima chegou a indagar "Só porque eu sou branquinha? Ora, eu pago meus impostos, tenho direito de trabalhar", ao que foi respondida com mais berros (sempre berros) de "Coxinha! Está sendo racista dizendo que é branquinha!". Sim, ela deveria dizer que é "mulatinha", mesmo não sendo, para não ofender as susceptibilidades alheias.

A história em si já é ridícula por si só, quer dizer que brancos agora não podem mais representar o Brasil sem um componente "étnico" no meio?

Rebaixem então a "não dignos de representar o Brasil" pessoas como Ayrton Senna, Zico, Zagalo, Maurren Maggi, Gustavo Borges, Gustavo Kuerten, Oscar Schmidt, Cesar Cielo, Bernardinho, Carlos Alberto Parreira, Santos Dumont, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Fernanda Montenegro, entre outros tantos.

Mas tudo conseguiu ficar ainda pior com a entrada, veja você, do Ministério Público em campo. Um promotor certamente entediado pelo fato do Brasil ter expurgado a corrupção, o crime organizado e demais mazelas da nossa sociedade resolveu que este era um assunto relevante para que gastasse nele o horário de expediente pago pelo contribuinte.

Foi aberto um procedimento visando “a apuração de eventual crime de racismo tendo em vista que os atores representam de maneira mais adequada a composição étnica e racial do povo do Brasil, ao passo que os atores escolhidos, Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, de raça branca/caucasiana, sob tal aspecto, não. A escolha dos apresentadores, portanto, dada a elevadíssima audiência aguardada, é relevante para a identificação dos componentes do povo brasileiro, por habitantes de todo o mundo. Relevante também a escolha em razão da autoafirmação dos brasileiros afrodescendentes".

É isso mesmo que você leu. Nas palavras deste funcionário público um pagador de impostos branco não "representa de maneira mais adequada a composição étnica e racial do povo do Brasil". Mas serve para ajudar a pagar o seu salário.

Creio que esse tipo de absurdo não merece nem mesmo a credibilidade que uma contra-argumentação forneceria, mas a situação está ficando tão surreal que uma artista branca precisa ouvir de um empregado do contribuinte que ela, sendo brasileira, não está apta a representar o país por conta da cor da sua pele, que é branca.

Quem é o racista aqui?

Nada contra Camila Pitanga e Lázaro Ramos, que representariam o Brasil tão bem quanto um casal de origem asiática, indígena ou russa, já que a imigração aqui é bem diversificada, mas quer dizer que tudo o que é feito no país agora tem que ter aquela estética de "Ó Pai Ó", "skindô, skindô", senão é racismo?

Vamos criar cotas raciais até para apresentador de sorteio da FIFA?

Era só o que faltava.




Adicionado em maio de 2014:

Este post foi sucesso absoluto no Facebook, obrigado a todos!