terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pense comigo

Eu entro num shopping, faço um lanche, compro algo, vou ao cinema, vou embora.
Qual direito de alguém eu impedi ou agredi?

Agora um sujeito junta uma récua de paspalhos, entra num shopping, faz algazarra, correria, lojas fecham, pessoas vão embora amedrontadas por uma postura agressiva, o sujeito e seu séquito de imbecis não lancha, não compra nada, por sua causa o cinema fecha e as pessoas que queriam se divertir não podem fazê-lo, a renca de idiotas aparece na TV e vai embora prometendo que "amanhã vai ser maior".

Essa gente cerceou o direito de vendedores ganharem sua comissão, consumidores comprarem o que bem entenderem, espectadores assistirem seus filmes, pessoas lancharem e passearem com a família. Mas segundo sociólogos de botequim, antropólogos de final de feira, rábulas e juízes de fancaria, o "direito de manifestação" deles é sagrado.

Ou seja, o seu direito de viver a sua vida e não encher o saco de ninguém relativo, o direito de militontos com cabeça de camarão encherem o seu é absoluto.

Nessa sociedade brasileira cada vez mais infantilizada tudo é possível, até o que parecia impossível.

É ou não é uma tragédia?
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