segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Rolezinho por cima dos direitos dos outros

Notícia no BOL

"Acabou o último lugar onde a gente tinha sossego", disse uma mulher após ler o aviso (que o Shopping Leblon estava fechado por conta de um rolezinho), mas que não quis se identificar.

Notícia no Terra

Antes, durante a semana, o shopping tinha conseguido proibir o rolezinho na Justiça, que havia estabelecido multa de R$ 10 mil por pessoa que participasse do evento. A decisão, no entanto, foi derrubada na noite deste sábado.

A decisão da desembargadora atendeu ao grupo de advogados que atua em manifestações no Rio e tem apoio da Ordem dos Advogados do Brasil.

Duas coisas chamam a atenção nesses pequenos trechos, a primeira é que de certa forma podemos ver uma das maravilhas do esquerdismo (que não é a origem, mas é incentivador desses arrastões), que é igualar tudo por baixo.

Não é o sossego da "classe média" que acabou, é o de todo mundo. Nossas cidades são perigosas, sujas, desconfortáveis e com poucas opções de lazer. Viver no Brasil é ir de casa para o trabalho, de casa para a casa de alguém, de casa para o shopping e de volta para casa.

Nossas praças, parques e ruas pertencem cada dia mais aos marginais, flanelinhas, traficantes de drogas. Ricos, não tão ricos, classe média, pobres, todos precisam correr para os shoppings, onde a limpeza, o conforto relativo e a segurança os fazem esquecer que estão no Brasil.

Bom, se depender da turma engajada isso acabou, o que me leva à segunda coisa que chama a atenção, que é fato disso tudo ocorrer com o apoio e a ajuda da OAB.

Se em outro tempo a entidade se tornou famosa por lutar pela democracia e pela justiça, hoje é um espantalho que a cada dia mais é associado à defesa de muita coisa que não presta.
Importunar o seu almoço, te proibir de ir ao cinema, fechar um shopping num domingo dando como única alternativa o uso deste como palco de um espetáculo grotesco, tudo isso virou direito constitucional.

O seu direito que se dane.

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