sábado, 8 de fevereiro de 2014

Bárbara Gancia, a senhora é uma fanfarrona

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Outro dia eu dizia que mais um dos vários problemas da esquerda é achar que a criminalização da opinião faz parte da democracia. Para esse amontoado de cérebros baldios, você tem direito à sua opinião DESDE QUE não ofenda as susceptibilidades de ninguém, DESDE QUE não vá de encontro aos preceitos do que ELES acham certo, enfim, DESDE QUE concorde com eles.

Caso contrário viram alunos de creche, berrando no recreio atrás da tia porque o coleguinha os chamou de cara de melão.

Não é a toa que usam a desculpa do "racismo" para tudo. Alguns cidadãos se juntaram e deram uma coça num ladrão? Ah, só bateram nele porque ele é preto e não porque era ladrão. E também não é a toa que lutam ferrenhamente pela criminalização da "homofobia", o caminho vai ser o mesmo: vitimização, coitadismo e quando nada dá certo, "chama o MP!".

A piada da vez é a colunista Bárbara Gancia, que resolveu presentear o mundo com sua sabedoria e espírito democrático comentando o que pensa sobre a jornalista Rachel Sheherazade.

Como se sabe, a musa da direita disse que é compreensível que a população resolva dar uns tapas num bandido. Foi o que bastou para que sindicatos, partidos de esquerda, ONGs, coitadistas, aproveitadores e demais sócios de carteirinha da caterva esquerdista farofeira a acusassem de "apologia ao crime" e "incitação a violência".

Funciona assim: sair por aí com a imagem de um porco assassino como Che Guevara numa camiseta não é incitação à violência. Fazer vaquinhas e declarar apoio a marginais corruptos presos na Papuda não é apologia ao crime. Dizer que é compreensível (a mesma coisa que Rachel disse) que um animal saia por aí barbarizando as pessoas porque é "vítima da sociedade" não é incitação à violência. Legitimar os narco-terroristas das FARC não é apologia ao crime. Mas discordar da gente boazinha, ah, isso é crime.

Foi exatamente nisso que pensei quando me deparei com a divertida mensagem da Bárbara Gancia que começava assim: "Gente, como tá difícil para os reacionários aprender a conviver com a prática democrática!"

E terminava assim: "Alguém precisa deter essa ignorante, ignara, perigosa e incendiária."

Nota explicativa: na última frase, apesar de que seria bem mais de acordo com a realidade, ela não fala dela mesma, mas da Rachel Sheherazade.

Como podem notar, um texto que começa reclamando "democracia" e termina dizendo que alguém precisa deter essa "ignorante, ignara, perigosa e incendiária" é típico de gente que sofre, como muito bem definiu Olavo de Carvalho, de paralaxe cognitiva, que é "o afastamento entre o eixo da construção teórica e o eixo da experiência real anunciado pelo indivíduo", em português claro, "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço".

Digo isso não só porque a Sra Bárbara imputa à Rachel um "crime" quando o que ela fez foi expressar a sua opinião, mas porque num passado não muito distante, a colunista da Folha escreveu as seguintes palavras para defender o cineasta Roman Polanski, pedófilo e estuprador condenado e foragido da justiça dos Estados Unidos:

"1) A menina não era mais virgem quando se encontrou com Polanski. Apesar da pouca idade, ela já tinha tido mais de um namorado.

2) Ela declarou que já tinha se embriagado outras vezes e também já havia ingerido quaalude em outras ocasiões.

3) A mãe da menina frequentava as festas do círculo de Polanski e sabia muito bem onde estava levando a filha.

Esse mundo cada vez mais asséptico que nós estamos criando me dá nojo!".

Não são palavras exatas dela, mas o que se depreende do dito acima? Que a menina já era uma arrombada bêbada mesmo, a mãe permitia que ela estivesse ali, o cara só deu vazão ao "instinto animal dele", qual é o problema?

Na democracia de Bárbara Gancia, você pode relativizar um crime abjeto como o estupro, agravado por ter sido cometido contra uma menor, mas não pode dizer que "compreende" que algumas pessoas, fartas de serem vítimas de ladrões ordinários, pegue um deles e dê uns sopapos.

A idéia de democracia dessa gente é só uma: nós podemos tudo, vocês não podem nada.

Pode guardar essa "diversidade" para você, moça, eu prefiro mesmo é a "absoluta liberdade de expressão" defendida pelo colega da Rachel Sheherazade no SBT Brasil e que tanto horror lhe causou.

Seguem os links para o texto publicado pela Bárbara Gancia na íntegra e para o artigo em defesa do Roman Polanski.

https://www.facebook.com/barbara.gancia.lotado/posts/758286780850364?stream_ref=10

http://blogs.band.uol.com.br/barbaragancia/index.php/2009/10/09/refresquei-a-memoria/comment-page-1/
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