quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O chavismo tupiniquim

O Centro do Rio hoje viu duas manifestações. Segundo noticiou a imprensa, uma delas era contra e a outra a favor do ditador venezuelano Nicolás Maduro, mas a notícia também poderia facilmente descrever que eram duas manifestações, uma a favor da liberdade e outra contra. 

O lado contrário à liberdade, como não poderia deixar de ser, se perfilava atrás de bandeiras vermelhas, expressões de ódio na
 face já corriqueiras e gritos de "socialismo".

Todo o elenco tradicional deste tipo de ajuntamento estava presente. Professores de Ensino Médio que se dedicam à função de molestadores intelectuais de alunos, estudantes profissionais, entidades sustentadas com dinheiro do PT, sindicalistas gordos marcando presença para dar satisfação para a diretoria, militontos com camisetas do bando terrorista MST, inocentes úteis, arruaceiros de botequim, socialistas de galinheiro, gente que imagina a América do Sul como mero repositório de cucarachas ressentidos, covardes que só agem em bando, fora o resto.

Só o que não se encontrava ao lado da récua de bandeiras vermelhas em punho e berros de raiva sendo cuspidos junto com perdigotos eram venezuelanos.

Estes estavam todos do lado das pessoas que foram lá demonstrar repúdio à ditadura bolivariana, que censura a imprensa, persegue opositores e deixou o país no caos econômico.

Quando o grupo de pessoas defensoras da liberdade começou a se dispersar, foi logo cercado pelos brucutus do bolivarianismo botocudo, mas a polícia impediu que houvesse alguma briga ou mesmo uma covardia, já que a proporção de pançudos e piolhentos com camisas de Che Guevara era de cinco para um.

Sem o bando atrás eles geralmente são tão valentes quanto o sargento Garcia ao encontrar o Zorro.

Mas não pense que isso demonstra que são maioria, pelo contrário, mostra apenas que possuem mais tempo livre para estar em piquetes e passeatas por qualquer causa que se apresente, geralmente as piores, já que vivem para isso, enquanto os que se opõem às suas idéias que estão enterradas no século passado tem mais o que fazer da vida e geralmente evitam esses encontros, já que na ausência de razão, os admiradores de liberticidas sempre apelam para a truculência.

O desespero em suas faces, entretanto, e o ódio que não conseguiam esconder mostrava que eles tinham a exata noção do que ocorria do outro lado da calçada: aquela gente em menor número longe de ser uma minoria acuada era apenas a ponta do iceberg de uma imensa maioria que aturou tudo calada por tempo demais, mas que agora resolveu dizer chega.

Está na hora desses cérebros baldios terem um doloroso encontro com a realidade. O mundo não é a dimensão Guevara. 
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