quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Para mudar o mundo

Para "mudar o mundo" e "construir um país melhor vale: quebrar vitrines, censurar a imprensa, agredir repórteres, tomar a propriedade dos outros, condenar quem trabalha e junta dinheiro, jogar lixo ns embaixada "estadunidense", atirar pedras em policiais e qualquer outra coisa que se mexa, brincar de índio e mudar o sobrenome para Guarani-Kaiowá, defender direitos de marginais, fazer discurso contra a Rachel Sheherazade, ver homofobia até em anúncio de absorvente, repassar memes da Atea, defender a mudança do nome daquele biscoito recheado para Afrodescendesco, doemir com a Carta Capital do lado da cama, achar Marx mais legal do que o Papai Noel.

Para "mudar o mundo" e "construir um país melhor não vale: cultivar qualquer resquício, por mínimo que seja, de coerência, noção do ridículo e vergonha na cara.
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