segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Radar tem, o resto todo é pra te ferrar também

Ronald Reagan dizia que o Estado não é a solução, mas o problema. Uma estrutura que não visa atender bem ao seu cliente, porque não se preocupa com lucro já que sempre pode confiscar mais um pouco dos pagadores de impostos, não pode dar certo.

Qualquer pessoa que já assistiu uma aula de economia para dummies 1.0 sabe que um padeiro não acorda de manhã preocupado em alimentar seus clientes, ele quer é trabalhar bem para conquistar mais clientes, vender mais pães e ganhar mais dinheiro.

Agora imagine uma padaria que tenha o poder de obrigar seus clientes a irem todo dia ali de manhã DAR dinheiro para ela. Caso o cliente não compareça, recebe uma multa. Caso não pague a multa, tem algum bem seu confiscado. Mas o cliente não daria o dinheiro simplesmente, ele teria "direito" a levar consigo uma quantidade de pãezinhos estabelecida pelo dono da padaria.

Um dia o pão estaria muito queimado, no outro muito cru, alguns dias não haveria pão, mas não tem problema, a padaria estaria se lixando para isso, afinal o pobre coitado é obrigado a continuar pagando.

O nome dessa padaria disfuncional é Estado.

Onde o bruto põe a mão, a coisa para de funcionar como deveria. Sua lógica não é a do mercado, mas a de ser um fim em si mesmo.

O pior é que mesmo sabendo disso (e vivendo na pele) muita gente ainda defende o Estado como solução de tudo. Educação ruim, segurança ruim, saúde ruim, mas querem que tal cornucópia da incompetência administre petrolíferas, águas e esgotos, portos e aeroportos, estradas, o escambau. E quem for contra apoia a "privataria".

Dirigindo numa estrada do Rio de Janeiro, indo de Guapimirim em direção a Niterói, passei pelos municípios de Magé, Itaboraí e São Gonçalo.

Em todos, sem exceção, o Estado mostrava a excelência dos seus serviços. Montanhas de lixo em terrenos baldios, carros abandonados, acostamento em péssimas condições, matagal nas margens da estrada, sinalização precária, buracos no asfalto, conjuntos populares no meio do nada, com prédios semi-acabados, pontos de ônibus depredados, pessoas mofando a espera do transporte público que não passava, ruas de terra, esgoto a céu aberto, calçadas e iluminação urbana inexistentes.

Curiosamente a única coisa que funcionava em todo o trajeto eram os radares e as lombadas eletrônicas, sempre prontos a multar quem ultrapassasse a escalofriante velocidade de 50 km/h.

Veja que coisa incrível. O Estado, completamente ausente para garantir qualquer "direito" ao cidadão numa distância de setenta quilômetros, estava presente somente para enfiar a mão no seu bolso mais um pouco.

Para Mencken todo homem decente se envergonha do governo sob o qual vive.

Pois bem, eu me envergonho também das pessoas que defendem esse governo e acham que ele precisa se meter ainda mais na economia e na vida dos outros.



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