sábado, 9 de novembro de 2013

A destruição do hotel Glória

O Hotel Glória foi construído em 1922 para a Exposição Internacional, comemorativa do Centenário da Independência do Brasil.

Em seu projeto original, em estilo clássico, o Hotel Glória era dotado de teatro, cassino, salões de festas e de jogos, áreas de lazer e 150 quartos, e foi posteriormente ampliado ganhando mais dois andares passando a ter mais de 500 quartos, chegando ao final a cerca de 610 acomodações.

Devido a sua proximidade com o centro financeiro e político da cidade do Rio de Janeiro, o Hotel Glória sempre abrigou grandes artistas do cinema, cantores, políticos e chefes de Estado.

Albert Einstein se hospedou no local, entre outras personalidades.

Tratava-se de um marco arquitetônico do Rio de Janeiro, herança de tempos melhores.

Em 2008 foi vendido ao empresário Eike Batista. Em agosto de 2010 o BNDES anunciou um financiamento de 146,5 milhões de reais para a reforma do hotel, dentro da linha "ProCopa Turismo", visando à Copa do Mundo de 2014.

A "reforma" consistiu na demolição total do seu teatro, na destruição de painéis pintados em 1960 pelo ceramista português João Martins, na total depredação do interior do hotel, que já não mais existe, sobrando apenas a casca da fachada do prédio.

Isto é o Rio de Janeiro. O pouco que ainda presta é destruído sem pena com o anuência da prefeitura e auxílio do governo federal, composto pelos amigos petistas do Eike Batista.

Com a derrocada do tal "Império X" o prédio está lá abandonado, esperando um "parceiro" que termine a obra. Descaraterizado, prestes a virar um templo da breguice com direito a retrofit fajuto, só resta esperar que não desabe antes.

Mas nada disso importa, é a cidade maravilhosa e pronto.




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