quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A fuça diplomática - Publicado originalmente em 29 de agosto de 2013



Esta é a cara bonita da diplomacia brasileira na Era Lulopetista.

Conhecida carinhosamente também como Era da Mediocridade, ela compreende o período vivido pelo Brasil a partir de janeiro de 2003 e que proporcionou aberrações como o apoio incondicional a um cocaleiro boliviano, a um cowboy hondurenho de hospício, a um bispo paraguaio fazedor de filhos, a uma máquina argentina devoradora de rímel, a um gigante equatoriano com voz de personagem de Alvin e os Esquilos.

Fora o Ahmadinejad. Fora o resto.

Seja na invasão sob mira de armas de uma refinaria brasileira na Bolívia, na legalização de carros brasileiros roubados no mesmo país, no plantio de coca em nossa fronteira, na leniência com a revista de um avião da FAB com imunidade diplomática, na transformação da Embaixada do Brasil em Honduras num cafofo de onde um golpista insulava a guerra nas ruas, este sorriso do gato da Alice com cara de Rainha de Copas que assombra a presidência estava presente.

Assim como também na tolerância com os arroubos de Chávez, o Bolívar de hospício e com a fraude eleitoral que elegeu seu sucessor, Nicolás Maduro, o motorista de ônibus desgovernado.

E ainda na vergonhosa associação com as FARC através do Foro de São Paulo e o patrocínio de um golpe dado no Mercosul para suspender o Paraguai e admitir a proto-ditadura venezuelana.

Onde estiver um entulho bolivariano a ser defendido, lá estará Marco Aurélio Garcia, o "Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais", codinome para chanceler informal.

Como bem lembrou Augusto Nunes em mais uma brilhante coluna que linkarei abaixo, provavelmente é dele a ordem para que triturem Eduardo Saboia, o diplomata que ousou contrariar o índio cocaleiro boliviano e tirou o senador opositor Roger Molina do seu cárcere privado na embaixada brasileira.

Se a diplomacia brasileira tem cara, esta é a sua cara. Não é de espantar que atualmente seja assim tão desagradável.

Link para a coluna do Augusto Nunes: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/ordem-do-planalto-saboia-deve-ser-moido/
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