sábado, 17 de agosto de 2013

A patrulha da melanina

Se não existisse o idiota, certamente o politicamente correto cuidaria de inventá-lo. Como já existe, tal qual uma dessas empresas de tecnologia japonesas o politicamente correto o aperfeiçoou.

Temos hoje algo como o super-idiota.

Lendo uma coluna que achei pelas catacumbas da internet descubro que uma educadora sexual resolveu questionar o motivo do sucesso da funkeira Anitta.

O questionamento, que só posso concluir ser fruto de super-idiotia, diz que a tal cantora foi "embranquecida" para que fizesse sucesso, afinal, não seria palatável caso "assumisse" sua condição miscigenada, esta obrigatoriamente "negra", afinal, "miscigenou, enegreceu".

A coluna, que me recuso a linkar aqui para não ser depois acusado de ajudar a espalhar uma praga pelo mundo, diz pérolas como "Anitta é um exemplo de uma mulher miscigenada que foi embranquecida e enriquecida para que o seu trabalho artístico fosse valorizado", "a aparência de Anitta vem se tornando cada vez mais diferente desde a sua fama, com tratamentos de clareamento sobre uma imagem cada vez mais elitizada".

E ainda: "vale a reflexão: será que Anitta é aceita por ser reconhecida como uma mulher branca ou terá embranquecido em busca de aceitação?", "Esse processo não diz respeito somente ao embranquecimento de características físicas, como cabelos lisos, pele clara e nariz fino, mas está também relacionado à repressão da sexualidade feminina".

Entenderam?

É por isso que a Gretchen nunca fez sucesso e "Conga, Conga, Conga" é proibida de tocar até em festas de casamento e não existe outro motivo que explique o descendente de alemães Gilberto Gil ter sido ministro da Cultura a não ser por se tratar de um loirão estilo oficial da SS.

Fora aqueles caras que fazem o maior sucesso no carnaval e fora dele, como o holandês Paulinho da Viola e o puxador de samba Branquinho da Beija-Flor.




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