quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Afaste de mim esses engajados - Publicado originalmente em 15 de agosto de 2013

Sabe esse pessoal que tem sempre uma causa muito importante para defender? Não relaxa, está sempre organizando algum abaixo-assinado, panfletagem, ato, panelaço?

Estão sempre com aquele olhar pronto para te recriminar por se deliciar com um pedaço de pastel, porque como alguém pode perder tempo comendo enquanto existem tantos problemas no mundo para resolver?

Esse tipo de mala geralmente está presente em tudo que é lugar, como artistas que param no tapete vermelho para pedir às pessoas que sejam ecologicamente corretas (ele mesmo só anda de jatinho), estes que berram "Free Tibet!" quando vão receber um Oscar ou então aqueles que começam algum discurso que deveria ser festivo com um "sei que este não é um assunto apropriado para uma festa, mas mesmo assim terei que falar na guerra do...".

Chatos. Desculpe, mas chatos.

Tudo bem, o mundo é cheio de injustiças, não devemos compactuar e nem ser coniventes com elas, mas precisamos mesmo viver com essa prisão de ventre mental 24 horas por dia?

É no Faustão, no Gugu, na concentração da escola de samba. A repórter da TV chega perto da atriz "consciente" vestida igual a um daqueles pavões de cristal de Murano e pergunta sobre o desfile:

- E aí? Animada?

- Ah, animadíssima, queria até mandar um beijo para as velhinhas abandonadas e famintas do Lar do Socorro, que o governador cortou a verba e agora estão lá na base de sopa jornal, enquanto a gente se diverte aqui.

Ou o roqueiro que interrompe o show para fazer um discurso de 30 minutos sobre o último escândalo de Brasília.

Amigão, se eu quiser saber sobre política compro um jornal ou assisto a Globo News e não vou para um concerto de rock.

Por isso eu digo: tragam os que têm cecê, bafo de onça e caspa. Tragam os que roncam, os que pedem o último pedaço e quem faz a brincadeira do "pavê ou pacomê".

Mas POR FAVOR, afastem de mim os "engajados".




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