quarta-feira, 12 de março de 2014

Chega de fiu-fiu por quê, gatinha?

Chega de fiu-fiu.

Volta e meia recebo algum texto (geralmente prolixo) "explicando" por que um homem chamar uma mulher de "linda" na rua é pior do que um menor de idade esfaquear a família inteira e postar o vídeo no YouTube.

Sim, porque as mesmas pessoas que acham um fiu-fiu a oitava praga do apocalipse geralmente são contra a redução da maioridade penal. Mas entrei num assunto quando queria falar de outro, voltemos ao que interessa.

Invariavelmente a feminista em questão vai rechear sua crítica inclemente às cantadas com relatos de estupro, agressão e  de medo de estupro e agressão.

Ora bolas, entre um "que gatinha" e um "te como toda" existe toda a diferença entre uma cantada e um sem-noção-mal-educado-quiçá-psicopata. Só que elas ignoram isso argumentando que por trás do "que gatinha" pode haver uma entonação, um olhar ou mesmo uma intenção que sugira um estupro ou uma agressão.

Entramos então no terreno da transmissão de pensamento. O homem, mesmo não sendo um estuprador/agressor, não tem como demonstrar isso, então a solução é simplesmente calar-se, não fazer mais, ceder à emasculação a qual é submetido.

Não digo isso porque penso que dar cantadas sejam um direito dos homens. Você elogia alguém assim como pode criticar, a forma com que a pessoa vai reagir é que é desconhecida. A menina pode te dar um sorriso ou ao ouvir um "qual o telefone do cachorrinho?" responder dizendo "por que, sua mãe tá no cio?".

Ah, mas aí o cara vai e agride. Nesse caso não foi a cantada o problema, mas um sujeito que é um marginal, já que agressão é crime. 

Elas usam esse expediente do estupro como um recurso retórico para vencer o debate, afinal, quem vai ser a favor de um estuprador? "Estava numa rua escura e ele me chamou de linda, morri de medo de ser estuprada", "você só acha normal porque não anda por aí com medo de ser estuprado", etc., etc.

Novamente: a distância entre uma cantada e uma agressão ou um estupro é a mesma que existe entre uma feminista gorda de cabelo no sovaco que propaga essa paranoia de "estupradores everywhere" e uma mulher bem resolvida. Não dá para colocar um cara que chama a mulher de gostosa na rua no mesmo balaio de um Jason do Sexta-Feira 13 sob o efeito de 10 Viagras. Você pode até disseminar a idéia de que usar a educação para elogiar as moças na rua inclusive aumenta suas chances de sucesso.

Como diz o meu irmão, certas cantadas não ajudam o cara a pegar mulher nem no necrotério.

A mulher deve se precaver, deve estar alerta, preparada para se defender. Dizer isso não é "naturalizar o estupro", senão recomendar ao cidadão que tenha cuidado ao sair de casa seria "naturalizar o assalto". É tudo questão de bom senso. 

Mas bom senso é exatamente o que falta no "movimento feminista", que fica com raiva quando chamam de feminazi, mas agem cada vez mais de acordo com o apelido de mau gosto.



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