sábado, 29 de março de 2014

"Dívida histórica", pior do que o rotativo do cartão

Fulaninho opta pelo programa de cotas raciais para o acesso em uma universidade pública. Acaba passando com uma nota menor do que aquele que não passou mas não pode fazer uso da mãozinha estatal porque nasceu com a cor da pele errada para a ocasião.

Digamos que Fulaninho tenha sido um aluno esforçado, conseguiu acompanhar os estudos e se formou com louvor. Tudo bem, Fulaninho não teria entrado sem o "glitch" forçado no sistema, mas já que se formou, parabéns a ele.

Mas a demagogia racial não conhece limites, então ao prestar concurso público para um cargo qualquer, Fulaninho poderá optar DE NOVO pelo programa de cotas raciais.

Isso porque Fulaninho traz em si "séculos de escravidão e racismo nas costas". Esqueça que Fulaninho JÁ teve sua "reparação" por isso quando entrou numa universidade federal, cursou, teve a chance de ser até bolsista e se formou, sendo agora um cidadão com "superior completo" como todo mundo que sai formado de uma faculdade.

Onde está, nesse momento, a defasagem educacional que justifique que Fulaninho ganhe uma vaga na moleza DE NOVO?

Simples: fica bem na foto um político defender isso, é bom para as ONGs que vivem dessa lei de Gérson racial, só não é bom para aquela palavrinha que esquerdopata e demagogo geralmente tem pavor, que é a tal da meritocracia.

Fulaninho necessariamente será um mau funcionário público? Não. Mas, convenhamos, se optou por cota DE NOVO, Fulaninho é um bom de um cara de pau.

Aguardemos a criação de uma cota de 20% de "afro-descendentes" para os acertadores da Mega Sena. O cara acerta só três das seis dezenas mas ganha o prêmio do mesmo jeito, afinal, aquelas impessoais bolinhas do sorteio precisam entender que essa tal dívida histórica é um saco sem fundo.


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