segunda-feira, 10 de março de 2014

É muita desonestidade

Onde é que vamos parar?

Pegam uma foto da greve dos garis no Rio de Janeiro, colocam perto de uma de um protesto de médicos e dão a entender o seguinte: no Brasil pretos só servem para recolher o lixo, enquanto brancos vão ser "doutores".

Já tem cota racial no ensino superior, agora querem em concursos públicos, daqui a pouco vão pedir cota até para a premiação da Mega Sena. 

Já vi garis brancos (muitos) e médicos pretos (um dos melhores que já conheci é um negão). Dividir as pessoas e estimular o ressentimento para criar mais um fato que contraponha os "reaças" é coisa de desonesto intelectual, porque fica aí choramingando sobre o problema, mas apresenta sempre as mesmas soluções.

O sistema de cotas entrou em vigor no governo do presidente Fernando Henrique em 2000. Somado todo esse tempo (sempre com a ampliação do sistema) já são 14 anos de adoção.

Daqui a pouco completamos 20 anos, ou seja, a formação de uma geração e o coitadismo segue.

Não se pode esperar a solução de um problema por parte das pessoas que dependem da existência desse mesmo problema para manter as suas atividades.

No fundo, isso é o clamor para que o Estado DÊ mais coisas, porque no Brasil (e no resto do mundo, para ser honesto) estamos criando gerações de pessoas que acham que o Estado tem que DAR coisas a elas, porque elas têm direito a TUDO.

Oportunidades iguais não significam resultados iguais, senão que a equipe de atletismo do Quênia teria que ser obrigada a largar com alguns segundos de atraso, afinal de contas, mérito é injustiça.


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