terça-feira, 13 de agosto de 2013

O gigante acordou

O gigante acordou, assaltou a geladeira e voltou a dormir. 

Todo aquele furor patriótico foi embora como o xixi que a brasileirada adora fazer num poste durante alguma micareta.

Voltamos para a militância de internet. Uma petição aqui, uma enquete ali, todo mundo feliz por mudar o mundo com um clique. 

Tirando os chatos de sempre com suas barracas de camping de sempre, ocupando os lugares de sempre e obtendo os resultados de sempre, ou seja, nenhum. Agora ao vivo através do Mídia Ninja.

Mas já pensou se outros eventos importantes da história do mundo se dessem nesses tempos?

Imagina que palhaçada seria a Segunda Guerra Mundial se fosse hoje em dia:

- Tiramos o site da França do ar!

- Vamos fazer uma petição online contra os alemães!.

Na revolução francesa fariam uma postagem no Facebook: quem apóia a monarquia "curte", quem prefere a república "compartilha" e no final, adivinha? Não ia dar em nada.

Já os pais fundadores dos Estados Unidos ficariam envolvidos numa questão mais grave, afinal, a enquete online terminaria empatada: um terço preferiria que o novo país se chamasse "Estados Unidos da América", outro terço preferiria "União dos Estados da América" e o último acharia melhor "Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos da América".

Depois de muita discussão eles provavelmente decidiriam que era melhor esquecer daquela briga com os ingleses e todo mundo ia se juntar num encontro no Starbucks.

Os alemães criariam um evento no Facebook: a festa da reunificação.

200 mil pessoas confirmariam presença, 20 apareceriam e o muro estaria lá até hoje, mesmo porque, a turma do lado Oriental não possuiria internet e nem saberia do evento.

E o Brasil? Provavelmente ainda seríamos Reino Unido de Portugal e Algarve (ou qualquer coisa parecida), já que Dom Pedro até pensaria em dar o famoso "Grito do Ipiranga" mas no fim iria parar mesmo num grito de carnaval, que teria caipirinha e cerveja liberada a noite toda.

Bem melhor do que esse negócio de ser independente, afinal de contas, o príncipe só tinha 23 anos quando disse aos soltados o "laços fora!", e hoje em dia a moçada dificilmente sai de casa antes dos 40, mais ou menos quando finalmente cansa de brincar de revolução.




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