quinta-feira, 6 de março de 2014

Homem quando apanha: trouxa. Mulher quando apanha: Maria da Penha.

E agora, José, João, Joaquim? E agora, resto dos "machos" do mundo?

Uma parte está por aí, emasculada e escrevendo no peito "sou vadia" em apoio à namorada (ou amiga colorida, dele e de mais três) que também escreveu no peito "sou vadia".

O resto vive na dúvida entre pagar ou dividir a conta.

Parece bobagem, mas se paga pode ser acusado de machista (ou ser sacaneado depois como otário que banca tudo). Se divide é pão-duro, mão-de-vaca, deve ser algum pobretão.

Fora o resto da relação. Tarefas do lar divididas? Ela trabalha ou fica em casa? Se fica em casa, quem manda na família e no orçamento? Se for ele, é um "troglodita da sociedade patriarcal" (esqueça as referências históricas).

Se for ela que manda, depende. Pode ser um "excelente marido" ou então "aquele banana que merece levar um chifre".

Se o cara demonstra personalidade, é mandão. Se quer bancar o sensível demais, é frouxo.

E por aí vai o macho moderno, se equilibrando no fio de uma navalha que ainda por cima pode cortar-lhe o saco.

Mas a reportagem da revista Época intitulada "Elas batem. Eles apanham" vai um pouco mais além.

Não precisamos avançar demais na leitura, o primeiro parágrafo já é bastante eloquente: "no quarto do namorado da estudante carioca L.M., de 17 anos, há um buraco no armário. É resultado do arremesso de um cinzeiro, lançado por ela. O alvo não era a mobília, mas a cabeça dele. Aconteceu durante uma briga, no fim do ano passado. Eles estavam juntos havia seis meses. O namorado de L.M. implicava quando ela conversava com outros garotos ou passeava sozinha. Na véspera de uma viagem dele, ela comentou que sairia com uma amiga. Ele reclamou. “Tivemos uma discussão e, quando vi, estava atirando o cinzeiro”, diz L.M. Por sorte, a garota não tem boa pontaria. O objeto arranhou o braço do namorado e quebrou o armário. O relacionamento sobreviveu, também com arranhões".

Pois é. Em tempos de Lei Maria da Penha (onde mulheres são muito acertadamente protegidas de parceiros abusivos, mas onde oportunistas fazem ameaças e armam situações para conseguir os mais bizarros objetivos junto aos seus parceiros), são as adolescentes que estão batendo nos seus namorados.

Na reportagem mesmo, a menina que atirou o cinzeiro no seu namorado diz orgulhosa que suas amigas "são mais ‘macho’ que os namorados. Xingam, empurram. Não dão mole para eles".

Por serem mais fracas, abusam da paciência do mais forte que teme revidar e passar da conta.

Exemplos no lar (mães submissas), mensagens na TV e na internet, debates na imprensa, o progressismo doentio que assola a sociedade brasileira e mundial, tudo isso explica esse tipo de coisa.

Nelson Rodrigues já dizia que as feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado. Não sei se todas, mas as mais sectárias sim. E o que temos em nossa sociedade atualmente é exatamente sectarismo em doses cavalares.

Sendo assim, já não basta que as mulheres sejam apenas machos mal acabados. Precisam ser daqueles machos bêbados que chegam em casa e batem na família toda.

E tem gente que ainda acha que o mundo está ficando melhor, porque mais "prafrentex".

Só rindo para não chorar. Ou para não apanhar.
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