sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Marco Feliciano é agredido em um avião - Publicado originalmente em 9 de agosto de 2013

Gays agridem Marco Feliciano em avião e quase criam incidente aéreo

Pense você o que quiser do deputado pastor Marco Feliciano, eu mesmo provavelmente jamais frequentaria a igreja dele, assim como nunca entrei em outra igreja que não fosse a minha.

Discordo de várias de suas afirmações, chegando a considerar algumas até ofensivas à minha inteligência, mas como sou defensor da liberdade de expressão, penso que enquanto ele não esteja incitando crimes contra os outros, está em seu pleno direito de dizer o que quiser, até mesmo idiotices.

Resolvida esta questão, vamos para a outra: a tão falada "ditadura gay".

Ele foi eleito o "inimigo dos gays", por ser contra o tal "casamento igualitário" e defender a família tradicional. Direito dele.

Ninguém aqui está dizendo que gays são cidadãos de segunda classe, que devem ter direitos suprimidos ou que podem ser agredidos por aí por conta de seu estilo de vida, mas que tudo tem limite.

Querer direitos e respeito, tudo bem. Querer divulgar suas idéias e falar livremente delas, O.K. Achar que pode suprimir este mesmo direito do outro (na base da pancada se for necessário), é coisa de gente que não está preparada para viver em democracia e que merece ser tratada pelo que é: bandido.

Gente assim é capaz de qualquer coisa, porque se acha portadora de um ideal tão superior que isso lhes dá o direito até mesmo de extrapolar sua individualidade (e agredir outra pessoa pelo simples fato de que ela diz o que não gosta).

Fala-se muito por aí em "gayzismo", termo que compara o "movimento gay" ao nazismo. Não acredito que pessoas sérias que defendam direitos civis mereçam ser comparadas com isso.

Mas gente que tumultua um vôo comercial - ou que vai para a porta de uma igreja berrar palavrões e fazer gestos obscenos para as pessoas - é algo bem próximo disso.

O que as diferencia dos nazistas é apenas o objeto do seu ódio.




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