sábado, 8 de março de 2014

Menos leis, mais democracia

Se me opor a uma lei que torne um crime mais crime caso seja cometido contra um gay me faz ser homofóbico, então também sou racista (contra pretos, brancos e amarelos), islamofóbico, católicofóbico e até marcusviniciusfóbico, porque sou contra a criação de 200 leis diferentes para proteger cada grupo específico que se ache coitadinho.

O Brasil já possui leis que criminalizam até você dizer que não gosta de poodles e mesmo assim ainda existem grupos pedindo mais. Vamos criar uma também para chiuauas e beagles, assim o mundo vai ser melhor.

Esquerdopatas tem tara por leis. Se pudessem regulariam a vida da pessoa desde que ela se levanta de manhã até a hora de dormir. Haveria uma lei para dizer como se passa a manteiga no pão de forma a não ofender fãs de "Último Tango em Paris", criminalizando a toalha molhada em cima da cama e obrigando os motoristas a entoar uma cantilena de desculpas a Marx toda vez que dessem uma seta à direita.

A Constituição dos Estados Unidos data de 1787 e possui 27 emendas. A brasileira é de 1988 e até aqui já foi remendada 72 vezes. Deve ser por isso que o Brasil é esse paraíso de pujança econômica e liberdades individuais. 

O que esquerdistas não entendem é que jamais conseguirão controlar cada aspecto da vida das pessoas, muito menos o pensamento delas. Você pode patrulhar os outros, reprimir, obrigar que engulam suas verdades, mas elas estarão prontas a te mandar às favas assim que derem um soslaio para a liberdade. 

Não se defende a democracia regulando tudo, dando ao Estado o poder sobre cada aspecto da vida de cada grupo específico e sua relação com os demais. Se isso funcionasse a Suécia já teria copiado o Ministério para a Suprema Felicidade do Nicolás Maduro.
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