quinta-feira, 20 de março de 2014

O Brasil é governado por assassinos

Anderson Muzzi Nogueira da Costa, de 25 anos, chegou na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Senador Camará, no Rio de Janeiro, sentindo fortes dores no peito. Foi informado por um funcionário que não havia médicos para atendê-lo. Dez minutos depois caiu no chão, desmaiado. Nenhum funcionário da unidade foi socorrê-lo, um deles chegou a aparecer na porta, ver o homem ali caído e nada fazer, o problema não era dele. Pouco tempo depois Anderson morria vitimado por um infarto.

A cena foi filmada por um homem que aguardava um amigo que estava sendo atendido (como se não havia atendimento?) na UPA (ah, esses celulares) e enviada para um jornal.

Fim da história. Realmente é o fim.

As UPAs são um outdoor de propaganda dos governos Dilma e Sérgio Cabral. Containers comprados a preço de ouro são usados no lugar de prédios de alvenaria para simular uma unidade de pronto atendimento. Há equipamentos e algumas delas até funcionaram decentemente por um tempo. Por um tempo.

Hoje não passa do que é o Brasil: uma propaganda enganosa de dimensões continentais.

Outro dia um economista foi preso por "perturbar a ordem" só porque comparecia periodicamente à uma UPA perto de sua casa para fiscalizar se os médicos estavam lá trabalhando para justificar o que recebem do pagador de impostos. Não se tem notícia de nenhum médico picareta - porque esse é o nome de quem recebe dinheiro por um serviço que não presta - sendo preso por faltar o trabalho.

Mas vamos em frente.

O caso de Anderson é o caso do serviço que se presta no Brasil, principalmente o público. Péssimo atendimento, pessoas despreparadas, má vontade, falta de educação, ausência de compaixão ou solidariedade, mau caratismo, vagabundagem, picaretagem.

Nada, repito, NADA que se precise resolver no Brasil seja junto a um plano de saúde, uma delegacia, um cartório, um Detran, um hospital, uma escola, é feito sem que a paciência da pessoa seja testada nos limites de sua sanidade. E o pior: tudo é muito mais caro do que o que vale, que na maioria das vezes é zero.

Uma pessoa chega numa unidade de PRONTO ATENDIMENTO e é avisada que não há atendimento, ainda que pessoas estejam sendo atendidas lá dentro. Desmaia, é observado por funcionários que nada fazem, ainda que estejam ali para fazer alguma coisa, qualquer coisa, nem que fosse chamar uma ambulância. Morre sem ser prontamente atendido. UPA?

E aí? Ora, é apenas mais um brasileiro que passa por coisas que não deveria passar se tivesse a sorte de ter nascido num país decente e não num ajuntamento de picaretas, ignorantes e desleixados, que rodeiam e infernizam a vida das pessoas que prestam.

Nossos políticos, a Dilma, o Sérgio Cabral, o Renan Calheiros, entre tantos, não são alienígenas que invadiram o Brasil e tomaram o poder, eles são o retrato da gente que os coloca lá, seja por ignorância, por egoísmo, por mau-caratismo, por preguiça de pensar.

A saúde pública é considerada um "direito". Pagamos, todos, caro por esse "direito", só que os que têm mais sorte precisam pagar novamente para receber esse "direito" de forma um pouco menos pior em planos de saúde particulares.

E assim acontece com a educação, com a infra-estrutura, com vários serviços, que são "direitos" que custam muito caro para quem não os recebe. E dizem que o pior que pode acontecer é uma privatização, porque ela "rouba o patrimônio do povo e nega direitos".

Ora, Anderson morreu por culpa da saúde pública, que seria um direito seu, que lhe foi negado, roubado. Como chamar isso? Privatizaram a vida de Anderson? Ou Estatizaram a sua dignidade?

Não, o Estado o matou por negligência.

Link para o vídeo perturbador: http://extra.globo.com/noticias/rio/jovem-morre-na-porta-da-upa-apos-ter-socorro-recusado-momentos-de-agonia-foram-filmados-11929095.html



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