segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O Brasil reduzido a um galinheiro bolivariano - Publicado originalmente em 26 de agosto de 2013

Um senador boliviano perseguido pelo proto-ditador e cocaleiro Evo Morales, asilado há 15 meses na Embaixada do Brasil na Bolívia, foi auxiliado pelo encarregado de negócios da embaixada brasileira em La Paz, o ministro Eduardo Saboia, a fugir do país e chegar ao Brasil.

O senador Roger Pinto Molina já apresentava graves sinais de depressão e sua saúde se deteriorava, enquanto a Bolívia se negava a fornecer salvo-conduto para que o político opositor deixasse o país rumo ao Brasil.

Cabe lembrar que em julho de 2013 o próprio Evo Morales, junto com seus companheiros bolivarianos que envergonham seus países brincando de presidente como a devoradora de rímel Cristina Kirchner, o motorista de ônibus desgovernado Nicolás Maduro, o gigante com voz de criança Rafael Correa, e mais o neurônio solitário que governa o Brasil, deu um escândalo quando o avião que levava o índio de araque de volta à Bolívia foi obrigado a pousar sob suspeita de trazer a bordo o espião americano arrependido Edward Snowden.

Tal qual o caso Snowden, todos estes personagens também berraram (sempre berram, nunca falam) "IMPERIALISMO!" quando a Grã-Bretanha se recusou a dar salvo-conduto para que o dono do site de fofocas WikiLeaks, Julian Assange, fosse para seu asilo no Equador.

Assange é procurado em seu país, a Suécia (que não uma ditadura como Cuba ou o Irã) por crimes comuns, mas mesmo assim a trupe bolivariana da América Latrina viu um verdadeiro absurdo no ato dos súditos da Rainha Elizabeth.

O senador boliviano não é acusado de crimes comuns, mas foi condenado tão e somente pelo crime de se opor ao regime de Evo Morales.

Preocupado com o que considerou uma situação insustentável, o diplomata brasileiro então resolveu, na companhia de alguns fuzileiros navais que prestam serviço na Embaixada Brasileira, levar o senador de carro até Corumbá rumo ao seu asilo, pondo fim a um martírio de 15 meses.

Um herói este diplomata, não? Digno de aplausos e loas, não é verdade?

Não é o que pensa Antônio Patriota, a vergonha barbada que comete o cargo de chanceler do Brasil, que mandou emitir a seguinte nota pusilânime:

"O Ministério das Relações Exteriores foi informado, no dia 24 de agosto, do ingresso em território brasileiro, na mesma data, do Senador boliviano Roger Pinto Molina, asilado há mais de um ano na Embaixada em La Paz. O Ministério está reunindo elementos acerca das circunstâncias em que se verificou a saída do Senador boliviano da Embaixada brasileira e de sua entrada em território nacional. O Encarregado de Negócios do Brasil em La Paz, Ministro Eduardo Saboia, está sendo chamado a Brasília para esclarecimentos. O Ministério das Relações Exteriores abrirá inquérito e tomará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis."

Já seria grave o suficiente saber que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil se ajoelha e fica de quatro para ditaduras bolivarianas, mas ainda fica pior quando a isso é acrescentada a informação de que a esposa de Eduardo Saboia, funcionária do Consulado-Geral em Santa Cruz de la Sierra e os filhos do casal permanecem na Bolívia, agora sujeitos à fúria do presidente-cocaleiro e seus índios de araque amestrados.

Um galinheiro bolivariano, isto, meus amigos, é a que ficou reduzido o Brasil nas mãos do lulopetismo.

Resta saber até quando.




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