terça-feira, 6 de agosto de 2013

O CADE vira braço político do PT - Publicado originalmente em 6 de agosto de 2013

Quando as eleições se aproximam (e principalmente uma que seria pró-forma e agora se mostra um pouco mais complicada), o PT aciona sua máquina de moer reputações e começa a espalhar fatos maquiados e boatos como Bonnie & Clyde espalhavam tiros.

Nada nem ninguém está a salvo. Os filhos de um candidato opositor, uma ex-primeira-dama que era conhecida por sua correção e postura comedida, um governador "inimigo", seja quem for, os arapongas e comissários do PT vão vasculhar suas vidas (legal e ilegalmente) e tentar achar qualquer coisa que possa servir ao seguinte propósito: provar que "todo mundo" também comete "malfeitos", ou seja, que "todo mundo" é tão sujo quanto grande parte do partido do mensalão.

Já faz tempo que o PT abdicou de defender a própria inocência. Com a exceção de cinismos que nem eles mesmos conseguem pronunciar sem rir, como a pérola que diz que "o mensalão é invenção da elite para dar um golpe".

A luta da companheirada agora resume-se simplesmente em tragar todos para o mesmo charco, inflar conquistas que muitas vezes nem são deles (como a estabilidade monetária, real fator de ascensão social na última década e que o PT faz de tudo para solapar) e assim criar a seguinte idéia: já que todo mundo é "farinha do mesmo saco", deixemos eles aí mesmo.

Essa história do suposto cartel no metrô de São Paulo é uma dessas pérolas petistas. Caso isso seja verdade, é bem possível que o estado seja a vítima. Ainda que não seja, a opinião pública precisa tomar conhecimento de todos os fatos, afinal, temos direito de saber o que é feito do nosso suado dinheiro, tomado à força na forma de impostos.

Mas o sobrinho de um capa preta do líder da seita, e que é presidente do CADE, permitiu que o órgão fosse até à justiça para impedir que o governo paulista tenha acesso a um processo que é vazado aos pedaços para a imprensa, para criar um fato que, mesmo eventualmente desmentido depois, já servirá à máquina de espalhar difamações do partido para criar mais uma de suas verdades goebbelianas.

Num país sério este senhor nem ocuparia este cargo. Num país meio sério este senhor pediria afastamento temporário sob suspeição, para preservar a credibilidade do processo.

No Brasil isso não é nem notícia (raros veículos divulgaram o fato) e ele muito provavelmente vai ficar no cargo até a eleição, permitindo que este tipo de material seja fornecido para que o PT possa se limpar um pouco da própria lama jogando lama nos outros.

Este, infelizmente, é o Brasil da Era da Mediocridade, resta saber apenas mais quanto tempo essa noite de mais de uma década ainda vai durar.




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