quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O capilé do Capilé - Publicado originalmente em 15 de agosto de 2013

Quanto mais se fala no Capilé, se denuncia o Capilé, se xinga o Capilé, se faz piada com o Capilé, mais influência e janela publicitária ganha o Capilé.

Hoje me deparo com essa notícia, que o Estadão vai conduzir uma entrevista com o Capilé.

Para quem não conhece, o dito cujo é o frontman (desconfio até que seja um figurehead) do tal Fora do Eixo, uma entidade (nome perfeito, aliás, para algo que não tem nem CNPJ mas capta dinheiro de patrocínio até junto a estatais) que atua na área da "cultura".

Acusações voaram para todos os lados nos últimos dias, com emails de tamanho bíblico atacando e defendendo a estranha figura.

O problema é o seguinte: o Capilé pode mesmo ter dado volta em artistas, estar metido com os estafetas do Lula até os cabelos, ser um pilantra, um aproveitador, um cretino.

Ele pode ser tudo isso ou não, mas o fato é que quanto mais é notícia, melhor para ele.

É raro, senão impossível, que um líder de seita caia em desgraça junto aos seus fiéis por conta de denúncias da imprensa. Sofrem um baque, são execrados na mídia, mas isso geralmente apenas torna seus seguidores ainda mais aguerridos e possibilita que outros incautos conheçam a peça e sintam aquele comichão que somente a idiotice causa nos seres humanos para segui-lo.

O "bispo" Macedo já foi filmado fazendo caretas, debochando dos fiéis e contando dólares e a sua "Universal" só fez crescer desde então.

Por isso ataquem as idéias do Capilé, não o Capilé. Ataque esse coletivismo imbecil, essa esquerdopatia debilitante, essa malandragem disfarçada de bom mocismo, esse mau-caratismo com tintas de esclarecimento.

Idéias podem ser desmoralizadas quando ridículas, mas um líder será sempre um líder, por mais bizarro e ridículo que seja.

Esqueçam o Capilé, ele é só um detalhe. Até nossos olhos vão agradecer.




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