terça-feira, 20 de agosto de 2013

O hospício politicamente correto - Publicado originalmente em 20 de agosto de 2013

Imagine o PL 122 aprovado, o Jean Wyllys e a Marta Suplicy fazendo a festa na Câmara, abraços, beijos, selinhos, choro de emoção, pronto! O Brasil agora faz parte de um mundo melhor!

Dois dias depois o Sr. João, dono de uma mercearia, resolve demitir o Otávio, funcionário incompetente e que, ainda por cima, ele descobriu que anda roubando pepinos e nabos da sessão de hortifrutigranjeiros.

Por pena (e para não "sujar" a carteira do funcionário), o empregador não lhe dá uma justa causa.

Otávio por acaso também é gay. O que ele faz? Procura um advogado de sindicato ou defensor público e entra com um processo contra o Sr. João, acusando-o de tê-lo demitido por "homofobia".

Resultado? A palavra de um contra o outro, gasto com advogados, tempo perdido com audiências e no final o Sr. João é aconselhado a fazer um acordo e pagar algum dinheiro para Otávio, porque nunca se sabe o que pode sair da cabeça de um juiz.

Uma semana depois, um casal de homossexuais entra num motel e começa uma briga homérica no quarto. Gritos, socos, barulhos e o gerente resolve por um fim naquilo, para garantir a paz (e o resto) dos demais hóspedes.

Chama um segurança, este chama a PM e o casal é expulso.

No dia seguinte entram com um processo contra o motel, acusando o estabelecimento de "homofobia", já que se fossem héteros provavelmente não seriam expulsos.

Não adianta o dono do motel argumentar no tribunal que ele expulsaria qualquer casal de qualquer orientação sexual, além de que a vida não é feita de hipóteses, já que se a sogra dele tivesse quatro rodas não seria a sua sogra, mas um Fusca.

Nada disso adianta porque o juiz entendeu que foi um caso de "homofobia", enquadrou todo mundo na "lei anti-homofobia", ordenando que fosse paga indenização ao casal gay, que assim daria duplo prejuízo ao locatário de alcovas.

Note que em nenhuma das duas histórias apareceu um skinhead dando uma surra com lâmpadas fluorescentes num casal de homens que andava de mãos dadas, nenhum pastor evangélico ordenando que seus seguidores batessem em homossexuais e nenhum comandante de avião expulsando a Rogéria de um vôo, porque na verdade ela se chamava Rogério.

Todos os casos citados são comezinhos, perfeitamente possíveis de acontecer e, sozinhos, já provam porque mais essa tentativa de aprovar uma lei coitadista no Brasil só pode levar o país mais perto de onde todas as outras leis do mesmo tom já o trouxeram um pouco cada uma: um pesadelo surrealista, esquizofrênico, autoritário ou simplesmente um hospício politicamente correto.




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