quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O papagaio de pirata - Publicado originalmente em 21 de agosto de 2013

Se fosse cantor ele seria o Tico Santa Cruz, se fosse ator seria o Wagner Moura, se fosse político, não, espera, ele é político, então é o Marcelo Freixo.

Engajado, onipresente, apoiando todas as causas "progressistas e humanistas", contra qualquer traço de organização dessa sociedade capitalista podre e burguesa, ocidental, judaico-cristã que se regozija com a exploração alheia, enfim um chato.

Onde houver um occupy, uma passeata, um piquete, lá estará ele cumprimentando discípulos e caprichando na pose de preocupado com o mundo. Cabalar uns votos para a próxima eleição é só um efeito colateral do bom samaritanismo.

A voz e a cara só ajudam a formar o personagem bem parecido com o padre de passeata do Nelson Rodrigues, isso se não fosse comunista (ou socialista), mas até aí nada demais, um monte de padres também o eram.

Só um outro personagem se aproxima tanto dele quanto o padre rodrigueano, que é o papagaio de pirata.

Não sei onde e nem quando será o próximo "ato popular" em defesa de qualquer coisa, mas já sei que vazio não fica, porque o deputado com certeza vai dar uma passadinha por lá.




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