quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Orgulho e preconceito negro - Publicado originalmente em 7 de agosto de 2013

Sempre que falamos em cotas, ações afirmativas, "orgulho negro" e etc., fatalmente aparece alguém mencionando a escravidão e a "dívida histórica".

Não vou entrar em mérito de ter havido negro escravizando negro, negro vendendo negro, nada disso. A escravidão foi uma página triste da nossa história (ia dizer página negra, mas seria provocação demais) que passou e deixou sequelas.

Quando a isso ninguém pode duvidar.

O problema é: estamos lidando corretamente com essas sequelas?

Do jeito que está (com essa taxa de juros exorbitante, pra não sair da história da "dívida") isso jamais será pago.

Se a fase anterior à que vivemos agora, onde o negro entrava pela porta dos fundos e toda segregação era velada (não legalizada, porém não combatida), era péssima, o que dizer desta fase atual?

Após os (necessários) avanços da lei, coibindo a segregação pela cor da pele, chegamos às cotas raciais e, mais recentemente, à ditadura do politicamente correto, onde é quase pecado mortal alguém dizer que não acha cabelo crespo bonito, pele negra "a coisa mais linda do mundo" e batuque "uma maravilha da humanidade".

Não digo aqui que alguém seja obrigado a dizer o contrário, mas que tenha o direito de fazê-lo (ou não) sem sofrer essa patrulha brutal que existe atualmente.

Esse tipo de postura histérica tem ajudado a diminuir o racismo ou apenas alertado os verdadeiros racistas para que fiquem mais "na moita"?

Ainda digo mais: depois de tudo isso os racialistas, movimentos afro e ONGs enxergam algum avanço (como agora um monte de gente dizendo que "negro é lindo" e merecendo 200 mil curtidas no Facebook) ou continuam enxergando racismo em tudo como se ainda vivêssemos sob o comando de senhores de escravos?

Respondo por mim: quem era racista continua sendo (só que agora mais ressentido ainda), os "afrófilos" continuam vendo racismo até em comercial de margarina e a sociedade a cada dia que passa está mais neurótica.

O que precisa tomar o lugar disso eu mesmo não sei, mas sei que o que está aí não funciona.




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