terça-feira, 6 de agosto de 2013

Os pagadorxs de impostxs - Publicado originalmente em 6 de agosto de 2013

Agora somos todos pagadorxs de impostos, ou na melhor das hipóteses, pagador@s.

A explicação oficial para a estranha tara do tal "movimento feminista" 2.0 pela troca das flexões de gênero por símbolos ou letras alheias à gramática oficial é mais ou menos a seguinte: "a questão do x tem motivo politico, como a Língua Portuguesa na sua forma escrita reproduz o machismo de nossa sociedade, o uso do "x" tende a romper um pouco com essa questão, o intuito é que quem for ler possa escolher qual flexão de gênero acha mais interessante".

Dessa forma saem de campo o "o" de "piloto" e o "a" de "presidenta" - que, convenhamos, já é terrível - e entram o "x" e a arroba, isso mesmo, a arrob@ (assim fica meio arroba, meio arrobo, quero crer).

Não existem mais "colegas" e sim "colegxs" ou "coleg@s", não existem mais amigos e sim "amigxs" ou "amig@s", numa espécie de ocupação da Língua Portuguesa pelo mau gosto da militância.

E se já é ruim o bastante esse processo de burrificação ideológica na internet, o que dizer sobre a idéia de levar isso para a divulgação de aulas de alfabetização?

Depois que o MEC achou bonito ensinar aos filhos de quem usa o sistema público de ensino que é correto escrever "nós pesca os peixe", porque corrigir tal coisa seria "preconceito linguístico", pensei que não fosse ver nada mais que me assustasse.

Mas que nada, o tal livro "Por uma vida melhor" (talvez uma vida melhor para quem cisma em manter o pobre na ignorância, para continuar acreditando em pais da pátria), deixou filhotes por aí e agora é um cartaz de um curso de formação de ALFABETIZADORES que traz o estupro linguístico, anunciando que formará "alfabetizadorxs" de jovens e "adultxs".

Não sou nenhum mestre da gramática, cometo vários erros não forçados (como se diz no tênis) por aí o tempo todo, tudo bem, afinal vou vivendo e aprendendo, mas deliberadamente escrever algo que não existe só para marcar uma posição é uma coisa simplesmente ridícula, ou seja, militante de esquerda (que é um bom sinônimo para ridículo).

Em nome da ideologia escreve-se errado propositadamente.

Se não tivesse todo o resto, o marxismo cultural já poderia ser facilmente classificado como lixo só por conta disso, mas o pior é que tem.

É isso e mais o resto.




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