segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Os truques do PT - Publicado originalmente em 19 de agosto de 2013

O marqueteiro João Santana, apelidado de "fazedor de presidentes", só se junta com gente fina. Já fez campanha para Hugo Chávez e Nicolás Maduro, e pode ser considerado uma espécie de primeiro-ministro do Brasil.

Durante a crise de Junho de 2013, com protestos acontecendo em todo o país, a presidente da República não foi se reunir com seus ministros ou assessores, mas correu para São Paulo para fazer uma reunião com seu mestre, Lula, e com o marqueteiro, onde decidiram os rumos do Brasil.

Nada demais, pelo menos não para o João Santana, afinal, pagando bem que mal tem? Tudo demais para nós, que pagamos por isso e vivemos num país erguido na base da propaganda, da trucagem eletrônica, planejado para nunca passar da maquete, para nunca sair da pedra fundamental.

Depois que o palanque é desmontado, que acaba a distribuição de sanduíche de mortadela e tubaína, a militância vai embora e a bandinha não toca mais nenhum sucesso, finalmente a comitiva se manda nos carrões com ar-condicionado e o Brasil continua sendo aquele mesmo de ontem, de anteontem, de quando você se lembra.

Se a pesquisa der que a popularidade está boa, não precisa de mais nada. Vivemos sempre à espera da próxima campanha eleitoral, onipresente e única preocupação do PT.

Só que de tempos em tempos o truque é tamanho, que fica difícil esconder o ilusionismo com mais fumaça e espelhos, como é o caso do tal "corredor" que Fernando Haddad prometeu para São Paulo em 2012 e, eleito, já disse que não vai fazer em 2013.

A melhor frase para definir o PT que conheço é a seguinte: não repete sentado o que falou em pé.

O problema é que tem gente que, por esperteza extrema ou burrice incorrigível, ainda teima em acreditar nas duas versões.




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