quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Sala de aula virou templo de seita - Publicado originalmente em 14 de agosto de 2013

Quem nunca teve um desses professores que te encorajam a "pensar por você mesmo" até que você resolve discordar dele um dia e descobre que ele queria mesmo é que você pensasse como ele quer que você pense?

Cheguei ao cúmulo de ver (essa ninguém me contou) um professor dizendo o seguinte certa vez: aluno meu que for perguntado e não disser que o impeachment do Fernando Lugo no Paraguai foi um golpe, eu reprovo.

Para quem não se lembra muito do Paraguai a menos que queira comprar eletro-eletrônicos ao preço de um quase original, o bispo fazedor de filhos que presidia o país, o esquerdopata-bolivariano Fernando Lugo, foi deposto pelo Senado após um processo rápido certamente, mas constitucional, mais certamente ainda.

Acusado de governar de maneira "imprópria, negligente e irresponsável", o dito cujo foi defenestrado do poder sem muitas delongas. Creio que se algo assim fosse possível no Brasil nenhum presidente desde Deodoro teria terminado o mandato, mas essa é outra história.

Voltando à terra dos Guaranis, não existe na lei paraguaia esse dispositivo brasileiro que parece dizer que "todo político é inocente até que se prove o contrário exaustivamente através de 10 anos de processo e sem uma confissão do acusado em vídeo no YouTube, com no mínimo 1 milhão de visualizações, firma reconhecida e testemunho de pelo menos um de seus tataravós vivos".

Daí os mensaleiros estarem aí livres, leves e (ainda e quem sabe para sempre) soltos.

No entanto o tal professor resolveu democraticamente que "aluno dele" (note que para ele o aluno é sua propriedade enquanto tiver o desprazer de cursar sua matéria) deveria responder a uma questão tão complexa quanto "um presidente deposto constitucionalmente na velocidade com que se cozinha um Miojo, foi vítima de golpe ainda que a Constituição permita isso?" com um simples "sim, porque o professor mandou".

E este, meus amigos, é o retrato do Ensino Superior no Brasil, essa verdadeira máquina de formação de esquerdopatas e idiotas úteis do marxismo 2.0.

Quando o sujeito não está passando seminários para que o aluno faça o trabalho dele (preparar e dar uma aula), está fazendo panfletagem da mais rastaquera em sala.

Fora o fato de passarem anos como bolsistas de pesquisa, mestrado, doutorado, fazerem política para conhecer as pessoas certas dentro da instituição, dar aquele papo na companheirada para abrir um concurso que exija EXATAMENTE o programa de sua tese de doutorado, eliminar concorrentes mais fortes na "entrevista" e assim finalmente ter o seu tão sonhado carguinho público.

Tudo isso para dali a seis meses entrarem em greve, dizendo que aquele empreguinho que ele sonhou praticamente toda a sua vida adulta em conseguir não tem "condições de trabalho" e "paga uma miséria".

Ir para o mercado privado? Nem pensar. Vão fingir que trabalham enquanto massageiam o ego de que jeito fora dos muros de uma universidade federal, esse Club Med dos marxistas farofeiros?

E se saírem, tem uns 10 iguais ou piores esperando na fila para entrar. E você aí ainda se espanta com a qualidade do que sai dali de dentro?




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