quinta-feira, 17 de abril de 2014

A greve dos "fascistas"

Vocês da esquerda estão proibidos de criticar a greve da PM na Bahia. Primeiro porque como bons arrozes (acredite, essa palavra existe) de piquete que são, vocês tem que apoiar uma greve, é ou não é?

Afinal, professores universitários ganham em torno de 6 mil reais por mês para, na maioria, ficar fazendo proselitismo marxista para um bando de alunos maconheiros numa sala com ar-condicionado e vocês apoiam as greves que eles fazem por "melhores salários", sendo assim, PMs que ganham uma miséria para ficar por aí nessas ruas calorentas, se misturando com a escória da sociedade e ainda por cima aturando ordinários de ONGs dizendo que eles "abusam da força", devem merecer o dobro do seu apoio.

Depois porque como muito bem disse um oficial da PM baiana, com os "fascistas" fora das ruas ("desmilitarização já!", não é isso?) todos os sociólogos, psicólogos, assistentes sociais, educadores, historiadores, pessoal de ONG, dos direitos humanos e outros podem ir para a rua organizados em patrulhas e mostrar como se faz um policiamento bem feito, tal qual eles vivem cobrando.

Quem sabe fazendo palestras sobre os "problemas sociais", distribuindo abraços entre os "excluídos", dando flores para os que fazem saques e arrastões e explicando a "luta de classes" para bandidos armados, eles não se tomem de "consciência social" e param de assaltar a sociedade ou pelo menos se unem aos "progressistas" na luta final contra a sociedade burguesa?

Isto não é uma greve, é uma oportunidade para vocês mostrarem como "o problema não se resolve com polícia, mas com educação".

Mãos à obra, turma do bem!

P.S.: Enquanto escrevia isso a greve acabou, que pena, mas vocês não devem ficar desanimados, a copa do mundo vem aí e outras greves de policiais surgirão.
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