sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ação e reação

O físico inglês Isaac Newton estabeleceu na sua terceira lei que "a toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade". O grande mestre Imi Lichtenfeld aproveitou esta lei quando desenvolveu o seu sistema de defesa pessoal - "quando você bate na cara do sujeito, a cara dele bate de volta na sua mão, portanto bata direito" - e usou a força do oponente para neutralizar ataques e potencializar golpes.

Ação e reação, portanto, são complementares, uma não acontece sem a outra. A esquerda, que vive reclamando e satanizando "reacionários", deveria saber disso, mas como estudar não é muito a praia deles, deveriam pelo menos aceitar: não se pode ficar por aí pregando e praticando abjeções o tempo todo e achar que ninguém do outro lado vai tomar uma atitude.

Aliás, esse "outro lado" é estabelecido por eles mesmos, que separam o mundo em pretos e brancos, homens e mulheres, gays e héteros, burguesia e proletariado, nós e eles. Uma hora fatalmente o grupo do "eles", ou seja, nós, iria cansar de somente bater com a cara na mão dos esquerdopatas.

Doutrinaram, distorceram, perverteram, roubaram, agrediram, monopolizaram a virtude, censuraram, patrulharam. Timidamente aqui e ali surgem vozes que resolveram dizer "chega", que começaram a contestar valores que claramente fazem o contrário do que pregam na teoria, que é criar um "mundo melhor".

Basta olhar para Cuba, para a Venezuela, para as experiências falidas do leste europeu e ver que não funcionou. O psicopata alemão era muito bom em escrever peças de ficção, sua prosa é realmente sensacional, mas suas previsões e suas fórmulas são tão boas quando um livro da série Crepúsculo, com a diferença de que seus fãs não são apenas adolescentes histéricas que idolatram vampiros que viram purpurina, mas genocidas e tarados que vampirizam populações inteiras.

Agora que o Brasil segue aprovando uma lei esquerdizante atrás da outra, em que nossa sociedade é dividida ao meio e ensinada à odiar a outra metade por um partido que jamais conseguiu fugir da lógica eleitoral (há 12 anos não temos um governo, mas uma campanha eterna), que até tropas estrangeiras podem ser autorizadas a "estacionar" no país, algumas pessoas resolveram acordar e se perguntar "pera aí, será que amanhã eu vou acordar e encontrar uma estátua do Stalin com uma barba do Lula no meio da avenida Paulista?".

E a isso eles chamam de "reacionarismo", o que na verdade é uma rejeição de um grupo importante de pessoas ao MST, à CUT, às FARC, ao Foro de São Paulo, ao controle da internet, ao controle da mídia, à roubalheira "pelo bem do país", à supressão de liberdades, à patrulha do pensamento, ao monopólio da virtude.

Entre Newton e Imi, fico com a resposta de outro grande mestre, Nelson Rodrigues, que declarou certa vez: "sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta".

Pronto, então está aí bem explicado para quem adora a eterna disputa entre "nós" e "eles": na maior parte do tempo e nas questões mais importantes nós prestamos, vocês não.



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