sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ainda é uma marola, mas é uma boa marola

Costumo discordar um pouco quando alguém diz que algo grandioso está acontecendo por conta da recente popularidade de ícones e idéias da direita. Acho que muitas vezes as pessoas tomam a internet (e mais especificamente o Facebook) pela vida real, quando se trata apenas mais uma de suas caixas de ressonância. Enfim, acho exagero, mas nem tanto.

Realmente depois de décadas de hegemonia asfixiante da esquerda, quando o cara corria até mesmo o risco de não comer ninguém caso não se declarasse fã do Fidel, as pessoas estão perdendo a timidez de dizer em alto e bom som que as idéias da esquerda são uma merda (e são mesmo).

O politicamente correto, o coitadismo, o marxismo farofeiro, o duplo critério que usam para medir tudo, finalmente toda o hipocrisia, safadeza, pilantragem e autoritarismo da esquerda estão sendo denunciados, sendo alvo de críticas e merecidas chacotas e a crescente agressividade dos esquerdopatas mostra que eles já perceberam isso.

Mas quem diria que num vagão do metrô do Rio de Janeiro, templo da esquerdopatia brasileira, ao invés de um jornal Lance ou alguma dessas revistas que dependem tanto de professores comunistas quanto de verbas oficiais para existir, um sujeito estivesse lendo o "O Livro Politicamente Incorreto da Esquerda e do Socialismo", sem nem ao menos escondê-lo por baixo de uma capa de "O Capital"?

Não acho que algo tão grandioso assim já esteja acontecendo, são muitos anos de inércia e muito terreno perdido para comemorar tão cedo e com tão pouco, mas definitivamente algo mudou e para melhor.

Prevejo dificuldades para vendedores desses símbolos do capitalismo que são camisetas do Che Guevara em breve.



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