quarta-feira, 30 de abril de 2014

Centenário de Carlos Lacerda

Ele não se intimidava perante pretensos pais da pátria, não se curvava ao populismo rastaquera, possuía cultura admirável, escrevia magistralmente, foi um dos maiores oradores da história do país (dizem ter sido o último político brasileiro capaz de despertar paixões com um discurso), e quando disseram que ele só falava, foi lá e fez.

Governou a Guanabara e deixou obras que até hoje, 50 anos depois, ainda servem o povo do Estado que não existe mais, mas que ele serviu com muito trabalho e dedicação.

Errou e pagou pelos seus erros um preço alto demais. Morreu longe da política, longe do destino que certamente merecia, a presidência da República. Talvez hoje o Brasil fosse melhor, certamente seria diferente.

Se vivemos hoje na Era da Mediocridade é porque temos gente de menos como ele foi, talvez nenhum, e gente demais igual ao que ele combateu.

Jornalista, vereador, deputado e governador. Mas acima de tudo inesquecível. Caluniado, difamado mesmo após a sua morte, ninguém até hoje conseguiu superar seu legado, transformar para melhor a cidade do Rio de Janeiro e mostrar, como ele mostrou, que fazia mais do que falava.

Carlos Frederico Werneck de Lacerda nascia nesta data há 100 anos e marcaria para sempre o século em que viveu.

Parabéns, governador!



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