segunda-feira, 14 de abril de 2014

Como é doce ser comuna com o dinheiro dos outros

A líder estudantil e deputada Camila Vallejo, um cruzamento chileno de Manuela d'Ávilla com Lindberg Farias, foi eleita nas últimas eleições do país.

Tendo virando excelência, a excelência gostou bastante do dinheirinho que a democracia burguesa paga como subsídio parlamentar. Sabe como é, as doces mordomias que a nomenklatura merece já que ninguém é de ferro.

Só que dois deputados independentes resolveram colocar água na Chandon da comunista de butique, e propuseram que o Congresso chileno emitisse um sinal de austeridade para a população, reduzindo o valor do montante que paga mensalmente aos seus membros.

Pra quê? Camila subiu no Laboutin (relevem, a sola é vermelha) e declarou que "a desigualdade não se combate diminuindo o salário dos parlamentares". "Sou comunista", ela declarou, continuando "e para nós a diminuição da desigualdade tem a ver com a negociação coletiva dos trabalhadores para dar-lhes melhores condições de lutar por seus direitos e discutir como grandes empresas pagam impostos".

Resumo: mexam na grana dos outros, mas tirem a mão do meu bolso.

Mais tarde, depois de confrontada com a sua incoerência nas redes sociais, já que socialização no salário dos outros é refresco, ela disse que o Partido Comunista local está disposto a discutir a idéia de "legislar sobre o tema".

Ou seja, formar uma comissão para não decidir nada, deixar tudo como está, mas passar a aparência de que estão fazendo alguma coisa.

A turma do bolsa ditadura aqui no Brasil deve estar orgulhosa.

Link da notícia:http://www.emol.com/noticias/nacional/2014/04/10/654608/camila-vallejo-ante-idea-de-bajar-dieta-parlamentaria.html



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