quarta-feira, 30 de abril de 2014

Parabéns, Olavão

Funciona assim:

Dizer que tem uma religião? Vergonha.

Dizer que gosta de dar o toba? Orgulho. 

Dizer que é uma pessoa de família? Vergonha.

Dizer que fuma muita maconha 4:20 doidão porra? Orgulho.

Dizer que quer dar a primeira vez apaixonada? Vergonha.

Botar as tetas para fora e escrever com aquelas canetas de marcar carne no açougue "sou vadia" na própria pele? Orgulho.

Defender um policial honesto que é ferido em serviço? Vergonha.

Chamar a polícia in totum de "porcos fascistas"? Orgulho.

Ler Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo ou Marco Antônio Villa? Vergonha.

Retuitar o Ghiraldelli desejando que a Sheherazade fosse estuprada? Orgulho.

Compreender quando a Sheherazade diz que compreende quem bate num marginalzinho? Vergonha.

Molhar calcinhas e cuecas quando a Chauí só faltou mandar queimar a classe média na fogueira? Orgulho.

Trabalhar, estudar, pagar impostos, comprar suas coisas? Vergonha.

Passar 200 anos numa federal como estudante profissional, sair dali para se encostar num sindicato ou cargo arranjado por partido, apoiar black bosta e chamar quem não faz isso de "coxinha"? Orgulho.

Dizer que não aguenta mais tanta corrupção, ainda que isso não sensibilize os corruptos? Vergonha.

Fazer vaquinha para ajudar corrupto na cadeia? Orgulho.

Ser um dos 120 mil que votaram no ex-capitão Jair Bolsonaro? Vergonha! Um mandato ilegítimo.

Ser um dos 13 mil que votaram no ex-BBB Jean Wyllys? Orgulho, e daí que ele entrou no coeficiente dos outros?

Mas marxismo cultural, gramscismo, bolivarianismo, venezuelização, inversão de valores e o escambau é coisa de olavete.

Por falar nisso, parabéns atrasado pelo seu aniversário, professor Olavo de Carvalho, muita gente só enxerga isso tudo aí, inclusive eu, por conta da sua insistência e ânimo incansáveis para a boa luta.

Quem quiser continue a lista nos comentários, ainda temos o direito de falar. Ainda.



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