quarta-feira, 21 de maio de 2014

A cara de um é o focinho do outro

Um site de notícias qualquer (não importa qual, mesmo) mostrou a imagem da cidade de Jos, na Nigéria, após um atentado a bomba. Especulavam se foi mais um ato terrorista do grupo islâmico Boko Haram ou ligado a qualquer um dos demais 44545018102 conflitos do país.

A imagem mostra um local pobre, muita lama no chão sobre um asfalto em estado deplorável, alguns telhados do que parecem ser barracos, um carro de entrega tombado, curiosos em volta observando tudo, talvez, quem sabe, até algum comércio popular (ou informal) se encontre na região, um policial solitário tentando organizar o caos e, o mais gritante de tudo, o terrível e incotestável atraso que transborda da imagem.

Porém o mais perturbador, pelo menos para mim, foi o fato de que se me dissessem que esta era a imagem da periferia de qualquer cidade do Brasil, eu acreditaria, porque é assim mesmo que se parecem as bordas (e muitas vezes até mesmo as regiões centrais) da maioria das cidades brasileiras.

Este é o nível em que chegamos.



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