segunda-feira, 12 de maio de 2014

A ideologia dos black blocs

Esse pessoal que escreve livros e teses sobre os black blocs é bem esperto. Como a turma da roupa e máscara preta não não parece mesmo ser chegada numa leitura ou pelo menos possuir uma idéia concatenada sequer sobre o que fazem ali, os analistas e estudiosos podem falar o que quiserem deles sem medo de serem contestados.

"É uma estética urbana alternativa que usa a violência pictórica e pirográfica como forma de externar o inconformismo dos indesejados da sociedade com a ética capitalista e o cancelamento da série True Blood pela HBO".

"Trata-se de manifestação das mais relevantes onde o jovem demonstra seu descontentamento com o processo de representação através da negação ao diálogo representada por urros de uh-uh-uh-uh".

"Na verdade a solidão de uma sociedade multimidiática, extra-conectada e pluriperisensorial transborda nessas táticas midialivristas, midiativistas e porranenhumísticas celebradas por pneus em chamas".

"Mc Donald's de um lado, roupas de marca do outro, tênis caros na vitrine, o capitalismo burguês machista opressor e assassino negando a integração do jovem onanista que deseja apenas copular sem precisar realizar troca de capital para isso, praticamente empurra essas pessoas para o grêmio estudantil, o DCE e para a rua, onde farão atos político-coprofágicos longe do olhar repressivo dos seus progenitores".

E aí alguém resolve perguntar o que algum deles pensa sobre isso:

- Então, Sr. Black Bloc, o que achou dessas análises?

- Libera a maconha, pooooorra! Não vai ter copa, poooorrra! Somos todos Amarildo, poooorra! Abaixo a pooooorra Rede Globo, poooorrra! Alguém tem a figurinha do Messi aí, porrraaaaa? Uh-uh-uh-somos-todos-macacos, pooorra!



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