domingo, 11 de maio de 2014

A marcha da maconha e a consciência fake

Quando critico as tais marchas da maconha (e critico mesmo, sem dó) logo confundem isso com um apoio à proibição (algo que já defendi e hoje não mais), o que seria uma incoerência para alguém que defende liberdades individuais.

Não me importo com isso e não acho que seja por aí. Defendo a liberdade mas não acho que seria legal meu vizinho poder iluminar a sala de casa com césio, mas vamos em frente.

Meu problema não é com a maconha, mas com o maconheiro ativista que geralmente é um playboy que pensa ser mais esclarecido do que os outros só porque "dá um dois". Virou fã do Mujica por todos os motivos errados, mas e daí?

É o tipo de sujeito que fica por aí fingindo que está preocupado com o uso medicinal, com a segurança pública, etc., quando está mesmo é pensando em fumar no play do prédio ou na pracinha do bairro sem levar um baculejo da polícia.

Veja, tudo contra os baculejos da polícia, mas não venha com papo de consciência social, o negócio deles é soprar fumaça na cara dos outros em paz, se possível iniciando alguma campanha contra a "maconhofobia" logo em seguida.

Assim estaríamos diante da bizarra situação onde um fumante de Marlboro é execrado socialmente, mas um doidão de olho vermelho é celebrado como o ápice do esclarecimento, da tolerância e da evolução da sociedade. Nem um, nem outro.

Se o argumento usado para causar emoção é uso medicinal da maconha (que é comprovadamente eficaz em vários casos e merece ser tratado com muito mais seriedade), experimentem propor liberar esse uso e aumentar a pena para o uso recreativo pra ver quantos "preocupados" sobram.

Mas calma, não acho que devam efetivamente fazer tal coisa, assim como um Marlboro faz mal, maconha faz mal, mas desde que o sujeito não venha baforar na minha cara o resultado da aspiração daquele bastonete aceso numa ponta e apoiado na boca de um cretino na outra, por mim tanto faz.

Só que antes de sair por aí usando a questão da maconha para celebrar a liberdade, o direito à individualidade, a não intervenção do Estado na vida das pessoas (coisas com as quais concordo plenamente), pense nisso: o ativista da maconha médio geralmente é um esquerdista eleitor do PSOL a favor de que se controle tudo, armas, opiniões, preconceitos alheios, alimentação, a imprensa, ou seja, tudo o que ele não fuma.

Será que é a liberdade mesmo que eles defendem? Eu acho que é apenas a própria conveniência.



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