segunda-feira, 5 de maio de 2014

As FARC e a terrível mídia golpista

A esquerda brasileira gosta de chamar a "mídia" de Partido da Imprensa Golpista. Isto porque, segundo os seus cérebros baldios, todos os veículos de comunicação do país (à exceção de alguns portais e blogs que vivem de propaganda oficial e dinheiro de estatais) tramam o tempo todo contra os "governos progressistas".

Na cabeça dessa gente uma emissora que alardeia um "beijo gay" na novela das nove, que tem um programa que exalta a cultura lixofônica e até faz papel de porta-voz do interesse de bandidos que são contra as UPPs como o "Esquenta", que transmite marxismo cultural até programas de humor como é o caso da Globo é "fascista" e "conservadora".

A Globo, aliás, é um caso de amor. Quando o assunto é a "vênus platinada" nem eles sabem direito no que acreditam. Num dia comemoram que a audiência do Jornal Nacional despencou a níveis compatíveis com programas da petista TV Brasil, no outro dizem que é preciso "controlar a mídia" para que ela, com sua força, não derrube mais um esquerdista que só quer o bem do povo e um mundo melhor.

Mas não é só a TV dos irmãos Marinho, tem também as redações dos jornais coalhadas de comunistas saudosos, petistas indisfarçados, gente que trata marginais como "vítimas da sociedade", ufanistas da Suécia tropical que o Brasil virou desde 2003, fora o resto, que a esquerda jura que são antros de coxinhas que passam o dia imaginando formas de derrubar o governo popular e assim conseguir fazer com que os pobres que agora viraram classe média graças ao PT voltem a passar fome, já que nada diverte mais um burguês do que ver alguém sofrendo a troco de nada.

Eles repetem tanto essas coisas que você até começa a acreditar mesmo que a imprensa é toda "de direita" e que há algo muito grande sendo urdido nos luxuosos salões da plutocracia paulistana que odeia nordestinos e não perdoa o presidente-operário por ter feito a empregada andar de avião.

Até que se depara com duas notícias, uma do Estadão e outra da rede colombiana Caracol. Na chamada do jornal brasileiro, parece que os narco-terroristas das FARC estão perto de entrar num acordo com o governo do país e virar uma espécie de Exército de Salvação marxista.

Desde que vários líderes da quadrilha morreram (leia-se, foram mortos pelo governo do presidente Uribe) a "imprensa golpista" faz de tudo para os brasileiros acreditarem que eles viraram uma onça desdentada. Enfraquecida, disposta a negociar e encontrar a paz.

Só que a manchete da Caracol, divulgada ao mesmo tempo que a do Estadão, conta um ataque das FARC a um povoado que chegou a atingir uma escola, mostrando que eles continuam na luta armada, atacando, sequestrando e matando pessoas.

Até a forma com que a imprensa brasileira se refere a eles, "rebeldes", já mostra como são chegados num eufemismo quando o porco-assassino-torturador é de esquerda. Essa é a imprensa que o PT e seus lacaios chama de golpista e "de direita".

Só posso imaginar que depois de instituído um "controle social da mídia" os jornais deixarão de chamar traficantes e terroristas de "rebeldes" e passarão a usar algum termo mais adequado, como "super amigos" ou "vingadores", por exemplo.



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