sexta-feira, 30 de maio de 2014

Bolivarianismo a toda

E esse decreto da Dilma criando instâncias formadas pelos "movimentos sociais" e a "sociedade organizada" - eufemismo para vagabundos que vivem de chupar verbas oficiais para fazer o trabalho sujo para o PT - que chegam mesmo a contornar o Congresso e usurpar funções?

Isso tem um nome e é tão fácil de analisar que uma só palavra basta: golpe.

A soberana, sob as ordens do demiurgo, resolveu botar as garras da seita de fora.

O STF, no mesmo movimento em que Joaquim Barbosa se aposenta sob ameaças até de morte de militantes petistas, resolve que políticos não serão mais julgados no plenário, com transmissão pela TV, mas pelas turmas, em reuniões fechadas, onde apenas dois ministros serão necessários para absolver ou condenar.

Imagine um Toffoli, um Barroso, um Zavascki e um Lewandowski trancafiados numa sala resolvendo assuntos de interesse do país. Imagine um monte de Toffolis a portas fechadas decidindo quem mandam prender e quem mandam soltar.

Some-se a isso a defesa escancarada da censura, o fortalecimento na surdina da Força Nacional, uma verdadeira Guarda Bolivariana que os moleques de recado do PT não têm mais o pejo de pedir que intervenha à força em estados governados pela oposição, e também as milícias de difamação na internet pagas com dinheiro público e funcionando até dentro de prefeituras administradas pelo partido, mais os bate-paus que provocam e agridem adversários nas ruas e tem-se a fórmula de um governo autoritário com forte pretensão totalitária.

Mas repito, disse palavras demais quando uma só bastava: golpe.

Eles que chamam tanto os outros de golpistas estavam apenas garantindo a primazia do ato.
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